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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"Angola: Os desafios econômicos do novo Governo"

defaultA crise econômica e financeira é um dos "pepinos" que João Lourenço vai herdar, caso seja confirmado Presidente de Angola. O que se espera dele, continuidade ou ruptura com as anteriores políticas? Nos seus discursos João Lourenço tem frisado a necessidade de diversificar a economia de Angola, para por termo a sua dependência ao petróleo, seu principal produto de exportação. Mas este é um discurso cansado. E o cabeça de lista do MPLA já fez saber, por exemplo, que quer apostar na agricultura para se igualar a potências como o Brasil, mas não revela as fórmulas.
As ambições de Lourenço estão muito longe da realidade? O economista Precioso Domingos considera que "tudo isso pode ser possível com uma determinada condição: antes de mais João Lourenço precisaria de desfazer-se de uma série de pessoas que até agora continuam a estar ligadas ao MPLA e consequentemente também ligadas ao Governo."
E o economista angolano acrescenta: "E se calhar as incertezas, sem com isto deixar de acreditar por completo em João Lourenço, estão no facto de muitas dessas pessoas terem sido preponderantes na eleição ou terem participado na campanha [eleitoral] do próprio João Lourenço."Apelos para o retorno do investimento angolano no estrangeiro
E o sucesso da tão propalada diversificação não depende apenas das teias políticas que amarram João Lourenço. Uma atitude dos angolanos com poder financeiro já poderia fazer a diferença neste momento de crise. Mas também muitos destes fazem parte da cúpula do poder.
O economista da Universidade Católica de Angola Francisco Paulo dá um exemplo: "Apesar do país estar com problemas de dinheiro, porque de facto a diversificação exige dinheiro, se repararmos na balança de pagamento os empresários angolanos, em especial desde 2002 até 2016, em termos acumulados investiram fora do país cerca de 196 mil milhões de dólares e não vimos o retorno desse dinheiro investido."
E por isso ele defende o seguinte: "Esta é a altura de pedir a estes que invistam no país porque o país precisa disso."
Uma viragem é possível?
Embora João Lourenço seja o cabeça de lista do MPLA nas eleições deste ano, e o provável Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos continua a ser o líder do partido. E Lourenço também deixou claro que pretende "preservar e usar" as "conquistas" dos antecessores, Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos. Um discurso que faz suspeitar de uma intenção de continuidade, o que choca com o seu discurso de mudança.
Mas para Francisco Paulo não pode haver meio termo. Ele diz que "terá de haver uma mudança radical, porque se não houver uma mudança não haverá melhorias. O foco tem de ser completamente diferente porque os problemas estão identificados."
Mas o economista da Universidade Católica de Angola lembra antes que "[é preciso] conseguir que esses problemas sejam resolvidos, pondo o interesse nacional acima dos interesses do partido ou dos interesses individuais de algumas pessoas dentro do Governo, porque o país precisa de um novo rumo."

Autoria Nádia Issufo/cp

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