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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

"Copom reduz Selic para 8,25% ao ano"

Sede do Banco Central em FortalezaApós oitava redução consecutiva, taxa atinge o menor nível dos últimos quatro anos. Banco Central prevê continuar processo de corte, mas em ritmo mais lento do que o atual. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (06/09) a taxa básica anual de juros, a Selic, em 1 ponto percentual, para 8,25% ao ano. Esta foi a oitava redução consecutiva. A decisão já era esperada por economistas do mercado financeiro. Com redução, a taxa alcançou o menor nível registrado desde julho de 2013. O Banco Central indicou ainda que pretende continuar com o processo de corte do Selic, mas depende da evolução das atividades econômicas e da inflação. O ritmo de redução, no entanto, deve diminuir. "Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária", disse o Banco Central, em comunicado. O menor nível da taxa da história foi de 7,25% ao ano, registrado entre outubro de 2012 e abril de 2013, quando passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. A redução da Selic começou em outubro do ano passado. A taxa é a principal arma usada pelo governo para conter a alta dos preços. A meta da inflação estipulada para 2017 é de 4,5%, com intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual, ou seja, não poderá superar 6% e nem ficar abaixo de 3%.
Em junho, o Banco Central estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, encerrará 2017 em 3,8%. A inflação está caindo devido à melhora da recessão econômica. A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central contém o excesso de demanda que pressiona os preços, pois os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
CN/abr/ots/cp

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