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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

"ARTIGO: PASSAGEM PARA O PASSADO"

A indústria turística de um país é diretamente afetada pela imagem que ele projeta no mundo, o interesse que desperta em conhecê-lo e o respeito que infunde nos visitantes. Os três fatores dependem do trabalho da imprensa. Tanto a nativa quanto a estrangeira, mas especialmente a primeira, porque é a sua narrativa que informa os turistas patrícios e orienta a cobertura que os veículos internacionais oferecerão aos turistas externos. Certamente não é papel da imprensa promover nada, a não ser a boa informação e o debate dos fatos.
Mas espera-se a sua acuidade em descrever a situação do país e a responsabilidade de não pintar cenários políticos e sociais apocalípticos, que alarmem o público dentro ou fora das fronteiras. Nesses requisitos, o jornalismo predominante no Brasil produz tanto desconforto quanto uma poltrona de avião na classe econômica. Poucos anos atrás, o Brasil projetava a imagem mais positiva possível. Passava por um país de gente feliz, que experimentava um processo inédito de distribuição da renda, liderava com legitimidade os países vizinhos e se apresentava como jogador de peso no cenário mundial. O Cristo Redentor decolava na capa de The Economist, como metáfora do nosso arranque para um novo patamar de desenvolvimento, e o mundo todo sonhava em vir para assistir à Copa do Mundo, na terra do futebol, da alegria, da paz e da festa. Agora já voltamos à imagem de sempre. O Cristo despencou do céu. Somos de novo o país da corrupção obscena, da política cínica, da violência recorde. A republiqueta de bananas, onde parlamentares a soldo derrubam um governo eleito e põem uma quadrilha de larápios em seu lugar, sob aplausos ou indiferença da maioria dos cidadãos. O povo leviano e tolo, que deblatera e dá palanque generoso a pregadores uma pauta medieval de retrocessos sociais. Quem quer viajar para esse lugar infernal e maldito, o Brasil que o noticiário apresenta? Neste caso, a imprensa não pode dizer que é apenas a mensageira, não a má notícia. Ela é ambas as coisas. Foi agente ativa da mudança institucional, apoia sem reservas a agenda de retrocessos e dá palanque generoso a pregadores do atraso, enquanto cala as vozes mais críticas. O Brasil deprimente de 2017, tomado de ódio e estupidez, é o espelho do jornalismo que tem, elitista, colonizado e antinacional. O Brasil sempre teve reputação de paraíso terrestre, mesmo vivendo no purgatório da desigualdade. Mas talvez agora os brasileiros e gringos estejam mirando a sua face mais verdadeira – e por isso sonhem em voar para bem longe.
Gabriel Priolli foi editor executivo e diretor de redação de IMPRENSA entre 1987 e 1991. Hoje é produtor independente de TV e consultor em comunicação política.

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