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sábado, 6 de janeiro de 2018

"Guiné Equatorial: Oposição espera intervenção internacional"

defaultDesde o dia 28 de dezembro, Mariano Ona e outros membros da oposição encontram-se sitiados na sede do partido em Malabo, capital política do país. Outros militantes, incluindo três dirigentes da oposição, estão detidos. Eles são acusados pelo Governo de tentar um golpe de Estado que seria executado por um grupo de "mercenários estrangeiros" fortemente armado. Este grupo de aproximadamente 30 pessoas foi preso na semana passada pela polícia dos Camarões, quando tentavam entrar na Guiné Equatorial.
Mariano Ona descreve como "caótica” a situação dos opositores após esses acontecimentos. "Agora mesmo estamos há mais de uma semana sitiados na nossa sede. Temos atualmente 147 membros do nosso partido presos, sendo torturados todos os dias. Estamos aqui sem água e comida. E não deixam ninguém sair ou entrar", denuncia o opositor. O coordenador da oposição nega as acusações do Governo e diz que as prisões dos membros do seu partido são arbitrárias. "A situação é tão complicada que até agora não nos disseram porque estamos sitiados ou porque detiveram nossos militantes. Até agora não temos nenhum pronunciamento oficial do Governo. O Governo fez um comunicado na televisão que não menciona sequer o nosso partido". De acordo com Mariano Ona, a imprensa nacional até agora não informou os cidadãos do estado de sítio em que vivem os opositores do regime do Presidente Teodoro Obiang.
Karte Äquatorialguinea POR Além disso, várias redes sociais e canais de acesso à internet estão bloqueados no país.O maior partido opositor da Guiné Equatorial relatou à DW África a situação dos seus militantes, acusados pelo Governo de "tentativa de golpe de Estado". E disse que só uma intervenção internacional conseguirá o diálogo.Na Guiné Equatorial, o partido Cidadãos para a Inovação (CI), única força da oposição com representação parlamentar, está à espera que organizações dos direitos humanos intervenham na situação política do país. O coordenador do CI, Mariano Ona, diz que nenhuma organização dos direitos humanos, até agora, tentou intervir. "Temos estado a tentar contactar os direitos humanos, todas as entidades internacionais e nacionais, mas ninguém interviu", relata o militante em entrevista à DW África. Entretanto, segundo Ona, "graças ao corpo diplomático, as forças de segurança não atacaram a nossa sede.
Os embaixadores dos Estados Unidos, de Espanha, Portugal e França estão a intervir para que não ataquem a nossa sede"Intervenção internacional
Äquatorialguinea 2016 Präsidentschaftswahl Para o coordenador do CI, apenas uma intervenção internacional poderá estabelecer diálogo com o Governo."Quero que venha uma intervenção internacional para mediar a situação. Quando houver uma intervenção internacional, creio que o que deve ser firmado é o diálogo", diz Ona, reforçando que "somos um partido da oposição e quando o Governo está a maltratar a população, aí é preciso haver exigências". A ONU condena 'todas as tentativas de tomar o poder inconstitucionalmente" e informou na noite desta quinta-feira (04.01) que vai enviar na próxima semana uma missão à Guiné Equatorial, mas não avançou detalhes sobre as conversações. A DW África entrou em contato com a assessoria de comunicação da ONU para saber mais detalhes dessa visita, no entanto, sem sucesso.
"Mercenários infiltrados"
Na passada terça-feira, parte do grupo de supostos mercenários detido na fronteira dos Camarões foi apresentada pelas autoridades de Malabo, que também apreenderam uma grande quantidade de armas. O embaixador equato-guineense no Chade, Enrique Nsue, também foi preso, segundo a agência de notícias AFP. De acordo com o Ministério da Segurança Nacional, "alguns destes mercenários estão ainda infiltrados no território nacional”. No fim de semana, o Presidente Teodoro Obiang disse que a tentativa de golpe estava a ser preparada por causa da sua permanência no poder. Na liderança do país desde 1979, o partido de Obiang venceu com 92% as eleições gerais de 12 de novembro. A votação, marcada por uma série de denúncias da oposição, foi classificada como uma "peça de teatro" pela ONG Transparência Internacional. A Guiné Equatorial desde 2014 é um Estado membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). A DW África também tentou alguma obter alguma reação da organização, mas não teve a sua solicitação respondida.
Thiago Melo/cp

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