sábado, 20 de setembro de 2025

Pentágono exige que jornalistas submetam reportagens para aprovação

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou que jornalistas que cobrem o Pentágono só poderão acessar o prédio da instituição se assinarem um documento concordando em não publicar certas informações.
Segundo o porta-voz Sean Parnell, os profissionais poderão continuar a entrar no Departamento de Defesa apenas se se comprometerem a não publicar informações classificadas ou documentos menos sensíveis que não estejam explicitamente rotulados como segredos do governo. A regra, sem precedentes, deve entrar em vigor nas próximas duas a três semanas.
“O material do Departamento de Defesa deve ser aprovado para divulgação pública por um oficial autorizador apropriado antes de ser liberado, mesmo que não seja classificado”, diz a nota.
“O não cumprimento dessas regras pode resultar na suspensão ou revogação do seu crachá de acesso ao prédio e na perda de acesso.”
Autoridades do governo Trump afirmam que a medida é necessária porque qualquer divulgação não autorizada “representa um risco de segurança que pode prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos e colocar o pessoal do [Departamento de Defesa] em perigo”.
“A imprensa não controla o Pentágono”
A ação ocorre em meio a um acesso cada vez mais restrito à maior agência federal dos EUA, sob comando do secretário de Defesa, Pete Hegseth (foto). As novas regras permitem ao Pentágono, por exemplo, classificar jornalistas como ameaças à segurança e revogar entrada de quem publicar informações consideradas inadequadas.
As restrições coincidem com esforços do Departamento de Defesa para punir militares e civis acusados de zombar da morte do ativista Charlie Kirk nas redes sociais.
“A‘imprensa’ não controla o Pentágono — o povo controla”, disse Hegseth em publicação no X. “A imprensa não tem mais permissão para circular pelos corredores de uma instalação segura. Use um crachá e siga as regras — ou vá para casa.”
O controle também abrange informações obtidas com fontes anônimas fora dos canais oficiais de comunicação. O descumprimento das normas é citado explicitamente como motivo para retirada de credenciais.
O episódio se soma a uma série de conflitos entre Hegseth, o governo Trump e a imprensa tradicional.
Em janeiro, o Departamento de Defesa retirou espaços de trabalho de veículos como Politico, Washington Post e New York Times, e privilegiaram principalmente mídias alinhadas ao governo.
Assessoria/ O Antagonista/Caminho Político
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