Prefeito de Cuiabá, no Mato Grosso, Abilio Brunini (PL) foi acusado de desviar mais de R$ 100 milhões de recursos destinados à Educação para cobrir despesas. Em resposta, o bolsonarisra debochou das denúncias de supostas “pedaladas” com verbas da pasta. Além disso, pediu investigação para o ex-secretário de Educação, Amauri Monge. A verba teria sido executada em 2025, conforme o piso constitucional, mas utilizada, em 2026, para maquiar contas municipais. A acusação ao prefeito foi feita por Monge no final de maio, em sessão na Câmara Municipal. O artigo 212 da Constituição obriga municípios a aplicarem, no mínimo, 25% da receita tributária em Educação. De acordo com o ex-secretário, a transferência do recurso foi feita, porém, o dinheiro teria sido utilizado para pagar outras despesas.
“Foi uma ‘pedalada’ fiscal de mais de R$ 100 milhões. Está tudo documentado na Comissão de Educação da Câmara Municipal”, garantiu Monge.
O ex-secretário havia afirmado ter deixado a pasta, em março, justamente por discordar de Brunini. Segundo ele, fornecedores de uniformes escolares, materiais didáticos e mão de obra terceirizada estão sem receber pagamentos desde 2025.
Em resposta, o prefeito declarou a jornalistas que “aquilo que eles chamam de ‘pedalada’ está previso na LOA”. Ele tentiu se justificar dizendo que a Lei Orçamentária Anual prevê a possibilidade de o município realizar a execução financeira e “deixar os restos a pagar para o ano seguinte”.
“Querem fazer imagem minha andando de bicicleta, podem fazer imagem minha andando de bicicleta, mas, pelo menos, usem uma imagem mais magra”, debochou Brunini, em entrevista coletiva.
Briga começou após Brunini acusar ex-secretário
No final de maio, Brunini divulgou um vídeo em que afirmava que a prefeitura investigaria suposto desvio de R$ 80 milhões da gestão Monge. A suspeita é de irregularidades na compra de livros e materiais didáticos pela Secretaria de Educação.
Segundo o prefeito, parte dos livros adquiridos não estava de acordo com o modelo de ensino da rede municipal e tinha erros.
“Após a instauração de auditoria interna, em janeiro deste ano, a atual gestão identificou inconsistências em procedimentos relacionados à aquisição e ao recebimento de materiais educacionais, incluindo situações em que teriam sido entregues materiais sem a devida formalização contratual ou ordem de serviço correspondente”, anunciou a prefeitura, via nota encaminhada ao UOL.
“Diante das constatações, a Prefeitura suspendeu pagamentos ainda pendentes, interrompeu novos trâmites relacionados aos contratos analisados e passou a encaminhar a documentação ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e aos demais órgãos de controle para aprofundamento das investigações”, acrescentou a administração municipal.
Monge classificou as declarações de Brunini como “irresponsáveis”. Ele afirmou à Câmara Municipal que todos os processos de compra passam por um rígido controle técnico e jurídico dentro da prefeitura.
Assessoria/Lucas Vasques/Caminho Político
📢 Jornalismo profissional e de qualidade. Acompanhe as últimas notícias de Cuiabá, de Mato Grosso, de Brasil e do Mundo.
📲 📰 💻Siga o Caminho Político nas redes sociais 💻
🎯Instagram: https://www.instagram.com/caminhopoliticomt
🎯Facebook: https://www.facebook.com/cp.web.96
🌐www.caminhopolitico.com.br
🌐www.debatepolitico.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário