A tradicional revista britânica The Economist publicou em 12 de fevereiro análise que transformou o Brasil em metáfora internacional. O termo brasileirização foi utilizado para descrever o risco de descontrole da dívida pública em economias desenvolvidas, associando o fenômeno a déficits persistentes, rigidez orçamentária e pressão política sobre bancos centrais. Segundo a publicação, o Brasil convive com déficit nominal de 8,1% do PIB e dívida bruta que pode alcançar 99% do PIB até 2030. O gasto com previdência atinge 10% do PIB e pode chegar a 16% até 2060, mesmo com população mais jovem que a do Japão. O Judiciário consome 1,3% do PIB, tornando-se um dos mais caros do mundo em termos proporcionais.
O investimento total gira em torno de 17% do PIB, índice considerado baixo para sustentar crescimento robusto. Para conter a inflação, o Banco Central do Brasil mantém juros reais próximos de 10%, elevando o custo da dívida, que já consome cerca de 8% do PIB ao ano apenas em juros.
A reportagem estrangeira aponta ainda que isenções fiscais previstas até 2073 reduzem a margem fiscal. O alerta é direto: o mundo observa no Brasil um retrato de impasses estruturais que dificultam reformas profundas. O país, mais uma vez, vira exemplo global, mas pelo caminho que ninguém deseja trilhar.
Assessoria/Caminho Político
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