domingo, 8 de março de 2026

TODOS CONTRA ARMAS: Armas matam," Por que você me pergunta, Perguntas não vão lhe mostrar, Que eu sou feito da terra, Do fogo, da água e do ar

Sou feito da terra, do fogo, da água e do ar.
Cada elemento em mim carrega a memória da vida. A terra me ensina a firmar os pés e a cuidar do que nasce. O fogo me lembra da força que aquece, mas também destrói. A água corre em minhas veias, levando o que é puro e necessário. O ar me dá voz, me dá fôlego, me dá existência. Mas há quem transforme o fogo em pólvora, quem troque o sopro da vida pelo som do disparo. As armas não criam, apenas interrompem.
Elas não protegem, apenas silenciam.
Cada bala é uma semente morta antes de germinar.
Cada gatilho apertado é um grito que o mundo deixa de ouvir.
A violência não é destino, é escolha.
E escolher a paz é resistir ao costume da dor.
É recusar o medo como linguagem.
É lembrar que o outro também é feito de elementos,
também é terra, fogo, água e ar.
Todos contra armas.
Porque a vida é frágil, mas é sagrada.
Porque o metal frio não deve decidir o calor do amanhã.
Porque nenhuma arma é mais forte que o abraço.
Porque nenhuma guerra é mais justa que o silêncio da paz.
Que o ar leve nossas vozes aos que ainda dormem.
Que a água lave o sangue que mancha o chão.
Que a terra acolha os que se foram e ensine os que ficam.
Que o fogo reacenda apenas o desejo de viver.
E que, juntos, sejamos o elemento que falta: a esperança.
Régis Oliveira/Caminho Político
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