Da
tribuna da Câmara, o deputado Victório Galli (PMDB) destacou os
“excelentes resultados” obtidos com o milho safrinha, pelos produtores
rurais de Mato Grosso, cuja colheita termina neste mês de agosto.
Os
números apontam para uma estimativa de 14,2 milhões de toneladas,
resultado excepcional, que corresponde ao dobro do que foi colhido no
ano passado, numa área plantada de 2,5 milhões de hectares.
Esse
bom desempenho, segundo o deputado, é fruto de muitos investimentos e
de um persistente trabalho em busca de produtividade e atesta, mais uma
vez, a importância decisiva da agricultura para o fortalecimento da
economia nacional.
“Nesse contexto, quero também parabenizar a iniciativa da Aprosoja
(Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), no sentido
de mensurar e reduzir o desperdício que ocorre no escoamento da produção
de milho e soja”, disse Victório.
O
objetivo é atingir níveis aceitáveis de desperdício, que, para padrões
internacionais, devem situar na faixa de 1% a 2%, no máximo.
Ainda
sem números precisos, a estimativa é que as perdas no País podem variar
em torno de 5% para milho e soja e chegar a patamares ainda mais
elevados para outras colheitas mecanizadas.
Conforme
o deputado, se as perdas em Mato Grosso estiverem em torno de 4%, como
estima o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, isso significa algo em
torno de 1,4 milhão de toneladas.
Além
do desperdício durante a colheita, os produtores enfrentam perdas
substanciais durante o transporte (em torno de 1%), causadas por
problemas nos veículos e pelas más condições das estradas.
Comparações
internacionais evidenciam a fragilidade do sistema viário brasileiro e
seu impacto sobre o setor agrícola.
De acordo com a Associação Nacional
dos Exportadores de Cereais (Anec), o custo de transporte, por tonelada
de grãos, no Brasil é de US$ 85, contra US$ 23 dos norte-americanos e
US$ 20 dos argentinos.
Os
gargalos estruturais tendem a se tornar mais graves à medida que a
agricultura cresça e que se amplie a demanda para exportações.
“Vemos,
portanto, que, enquanto os produtores investiram e alcançaram ganhos
expressivos de produtividade, a estrutura de transportes não acompanhou
as necessidades do setor”, afirmou.

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