Deputados bolivianos que visitaram ontem o Congresso brasileiro
criticaram o presidente da Bolívia, Evo Morales, por não permitir que o
senador Róger Pinto Molina deixe aquele país. O parlamentar boliviano de
oposição está há 87 dias na embaixada brasileira em La Paz.
O governo boliviano diz ao Reino Unido para respeitar a soberania
do Equador e garantir salvo-conduto ao criador do Wikileaks, Julian
Assange, que está na embaixada equatoriana, mas não respeita a soberania
do Brasil e nem garante salvo-conduto a Molina — disse o deputado
Adrián Oliva Alcázar, que com seus colegas Luis Felipe Dorado e Alex
Orozco Rosas visitou o Congresso a convite de Sérgio Petecão (PSD-AC).
Segundo Alcázar, há 18 meses Molina entregou a Morales documentos que
comprovariam a ligação de altos funcionários do governo boliviano com o
narcotráfico.
Durante mais de um ano, disse Alcázar, Molina foi vítima
de acusações e perseguição por parte do governo boliviano.
Os três deputados integram o Partido da Convergência Nacional, que
detém a segunda maior bancada da Assembleia Nacional da Bolívia, com 37
parlamentares. Dos 130 integrantes da assembleia, 84 são do Movimento ao
Socialismo, três são da Unidade Nacional, e dois, da Aliança Social.
Jornal do Senado
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