A discussão sobre as pesquisas para aumentar a produção de fertilizantes no Brasil é uma preocupação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. Ele destacou o tema durante a sessão solene em homenagem aos 79 anos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), realizada nesta terça-feira, 9 de abril, na Câmara dos Deputados.
“Tenho interesse em discutir com o Ministério de Minas e Energia [MME] e o DNPM a respeito das pesquisas de fertilizantes que afetam diretamente a agricultura, uma cadeia produtiva fundamental para o nosso País”, destacou o ministro.
Um dos interesses do Departamento é estimular o aumento da produção de minerais utilizados na fabricação de fertilizantes. De acordo com o diretor geral da autarquia, Sérgio Dâmaso, as pesquisas em mineração foram fundamentais para que o Centro-Oeste se transformasse na atual potência agrícola. “Nessa região, antigamente não se produzia nada. Por que produz grãos hoje? Por causa da mineração, por causa do potássio. É a mineração presente no apoio à agricultura”, destacou. O Brasil é carente de fertilizantes e o aumento da oferta desses bens minerais pode aumentar a produtividade das áreas plantadas e diminuir o custo dos alimentos para a população.
Durante a sessão solene, Sérgio Dâmaso destacou que essa pode ser a última homenagem ao Departamento, que será convertido em agência reguladora a partir da publicação do novo Código de Mineração.
O DNPM, vinculado ao MME, é o órgão governamental encarregado de gerir e fiscalizar o exercício das atividades de mineração em todo o Brasil, cuidando para que o aproveitamento dos recursos minerais seja realizado de forma racional, controlada e sustentável, resultando em benefício para toda a sociedade.
Correta conservação do solo ganha incentivo com Plano ABC:
A produção sustentável na agricultura brasileira, que ganhou novo impulso com a implantação do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), desde 2011, é um dos fatores que vem permitindo um avanço na correta conservação do solo. “O ABC foi concebido e está sendo implementado em todo o território nacional e tem como base, nas tecnologias disponibilizadas (integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de pastagens degradadas, sistema plantio direto, entre outras) o uso e o manejo conservacionista dos recursos naturais, em destaque o de solo e da água, que oferecem inúmeros benefícios ambientais, sociais e econômicos”, destaca Elvison Ramos, coordenador-técnico de Implementação do Plano ABC.
Para tratar do tema, no dia 16 de abril, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) promovem o Seminário sobre o Dia Nacional da Conservação do Solo – clique aqui para se inscrever. A data, comemorada no dia 15 de abril, foi instituída pela Lei nº 7.876/1989. No evento, que será realizado no auditório da CNA (SGAN, Quadra 601, Módulo K), serão apresentadas as ações bem-sucedidas na conservação do solo, como o uso do sistema plantio direto e da integração lavoura-pecuária-floresta.
No sistema tradicional ou convencional de plantio, o revolvimento constante da terra e a falta da utilização de algumas técnicas conservacionistas acabam prejudicando o solo ao longo do tempo, em termos físicos, químicos e biológicos. Com a adoção de práticas sustentáveis, o produtor pode recuperar o solo, aumentar a quantidade de matéria orgânica e melhorar a capacidade produtiva. “Com isso, há uma recuperação da biodiversidade do solo e um incremento dos processos biológicos, beneficiando diretamente o produtor com a redução de custos de produção, como, por exemplo, no uso de agrotóxicos, fertilizantes e adubos”, explica Elvison. Ele também destaca que essas ações permitem conciliar a conservação do meio ambiente com a produção agropecuária, que, ao longo prazo, pode aumentar a produtividade. Estes dois fatores juntos, a redução dos custos de produção e o aumento de produtividade, são os responsáveis em melhorar a renda do produtor rural.
O coordenador do Plano ABC ainda ressalta que o uso de práticas sustentáveis de produção agropecuária permite que o solo não fique exposto aos agentes naturais, evitando erosão e mantendo sua estrutura. Assim, a água da chuva infiltra na terra com mais facilidade, chega de maneira mais fácil ao lençol freático, alimenta as nascentes e beneficia produtores rurais e a sociedade como um todo. Além disso, as técnicas contribuem para a redução na emissão de gases do efeito estufa, como óxido nitroso e o metano, e aumento do sequestro de carbono.
“O ABC consolidou as técnicas de sustentabilidade disponíveis no Brasil, que podem ser adaptadas a qualquer produtor, seja da agricultura familiar, seja de pequena, média ou grande propriedade. O Plano está apoiado num tripé de ganhos sociais, econômicos e ambientais”, enfatiza Elvison. Segundo ele, dados de um sistema de monitoramento georreferenciado (com imagens de satélites) vão permitir, já a partir de 2014, fazer um levantamento e, com essas informações concretas, verificar o quanto foi possível mitigar os gases poluentes nos últimos anos, nas diferentes regiões do país, e qual foi o ganho em termos de incremento de matéria orgânica no solo.
Assessoria de Comunicação Social
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