O 2° vice-presidente
salientou que trazer o cartório para dentro da maternidade garante a cidadania aos
bebês.
No ano de 2010 o Censo inclui em seu questionário pergunta
que permite identificar as crianças de 0 a 10 anos de idade sem registro de
nascimento. Segundo os dados divulgados pelo
IBGE, cerca de 600 mil crianças, nessa faixa etária de idade, ainda estão sem
certidão de nascimento no País.
De acordo com o 2° vice-presidente da
Assembleia Legislativa, deputado Antonio Azambuja (PP), com esses dados será
possível planejar buscas ativas que levem o Estado até onde esta o cidadão.
Diante disso o parlamentar apresentou o projeto de lei n° 103/2013 que institui
o Programa de Registro Civil na Maternidade da Rede do Sistema Único de Saúde
(SUS) de Mato Grosso. O autor acredita que esse será um grande passo para
garantir que todos os mato-grossenses tenham nome, sobrenome e nacionalidade
para exercer seus direitos.
Azambuja explica que o programa tem a missão de desenvolver, disponibilizar e gerenciar um
sistema informatizado que interligue cartórios e maternidades para a emissão de
registro de nascimento, logo após o parto, ainda no estabelecimento de saúde, e
que se constitua uma ferramenta gratuita aos oficiais de registro civil para
organização de um banco de dados de nascimento. “Com o programa o atendimento
vai chegar também à população de pobreza extrema e ainda vai alcançar as
pessoas excluídas por barreiras sociais, políticas, econômicas e culturais”,
destacou Azambuja.
O 2° vice-presidente
salientou que trazer o cartório para dentro da maternidade garante a cidadania
para os bebês, que já saem aptos a se habilitar aos programas do governo
federal sem que os pais tenham essa preocupação mais tarde.
O deputado argumenta que tendo em vista
o elevado número de pedidos judiciais para registro de nascimento tardio nas
comarcas do Estado, resolveu implantar esse projeto que consiste que toda a
criança que nasce nas Maternidades de Mato Grosso deixe o hospital com o seu
registro de nascimento em mãos.
Para isso o Oficial do cartório de registro vai
comparecer todos os dias no Hospital, em datas que vão ser definidas e todas as
crianças que nascerem até aquele horário vão ser registradas e entregue a cada
mãe o registro do seu filho. Azambuja ainda explica que nos casos que ocorram
algum impedimento no registro, serão encaminhados à Defensoria Pública para a
providência cabível.
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