Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

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sábado, 20 de abril de 2013

"Sobrevivente relata horror do Holocausto"

O Auditório Petrônio Portella recebeu na sexta-feira mais de 200 estudantes, que compareceram ao Senado para ouvir Moisés Jakobson, de 86 anos, sobrevivente do Holocausto.

 Durante a 2ª Guerra Mundial (1939–1945), ele era apenas um adolescente, como muitos dos jovens da plateia, quando iniciou uma perambulação por três campos de trabalhos forçados até o momento da libertação, com a chegada do exército da União Soviética à Polônia dominada pelos nazistas.
 Saí do horror com a responsabilidade de testemunha, sabendo que é impossível transmitir tudo o que vi e vivi e que os que me ouvem também não poderão compreender totalmente — afirmou Jakobson.
Alunos de escolas de ensino médio do Distrito Federal, os ouvintes participaram de ação educativa que integra programação realizada este ano no Senado para lembrar o Holocausto, em parceria com o Museu do Holocausto, de Curitiba. Um dos componentes são as palestras especiais com sobreviventes, convidados a contar histórias e experiências aos alunos. Na sexta-feira, o palestrante vai ser George Legmann, que nasceu num campo de concentração na Alemanha.
Moisés Jakobson vive em Curitiba desde 1952. No Brasil, casou e teve três filhos. Filho mais jovem de uma família judia de Lazy, Polônia, ficou órfão aos 7 anos.
Aos 16 anos, foi encaminhado para campos de trabalho forçado. No último, chamado de Makstat, reencontrou o irmão mais velho. Com outro irmão, a reunião só aconteceu depois do fim da guerra.
Depois de morar algum tempo na Alemanha, Jakobson decidiu deixar a Europa, pela dificuldade em viver numa terra “encharcada de sangue”. Viveu curto período na Bolívia antes de chegar ao Brasil, onde ingressou como clandestino, num período em que vigoraram restrições à entrada de judeus no país, impostas pelo governo de Getúlio Vargas.
Durante a palestra, ele foi perguntado se nutria “raiva” do povo alemão. Jakobson disse que não, mas sem negar que houve uma situação histórica de “culpa coletiva”. Porém, assinalou que segmentos da população alemã foram também perseguidos e dizimados pelo regime comandado por  Adolf Hitler, como aconteceu com sindicalistas, socialistas e vários outros grupos. Na visão de Jakobson, o fundamental agora é aprender com o passado.
 Holocausto é palavra cujas letras vertem eternamente lágrimas e sangue e deve servir de alerta para o potencial humano para ­cometer práticas genocidas — assinalou.

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