A 100 dias da competição mundial de futebol no Brasil, participantes de audiência na Comissão de Educação e Esporte levantam questões como o fato de que, das 56 obras previstas, apenas 5 estão prontas e muitas foram retiradas da Matriz de Responsabilidades.
Quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2014, em 2007, muito se falou no legado que o mundial de futebol deixaria, como estádios modernos e obras de mobilidade urbana que ajudariam a melhorar a vida de milhões brasileiros. Faltando menos de cem dias para o jogo de abertura entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho, persistem as dúvidas sobre os resultados dos investimentos, como ficou demonstrado no debate interativo promovido ontem pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Ao tirarem as obras da matriz, estados e municípios se eximiram de ter que finalizá-las até junho. Entre as obras mantidas, a construção e a reforma de estádios são as que se encontram em estágios mais avançados.
Contudo, o custo e a qualidade de alguns estádios também têm recebido críticas.
É caso, por exemplo, da Arena da Amazônia, em Manaus, que recebeu no domingo o primeiro evento-teste. Apesar do público de apenas 20 mil pessoas — o estádio tem capacidade para 42 mil espectadores — para a partida entre Remo e Nacional, houve reclamações sobre acessibilidade, transporte e estacionamento.
O estádio Mané Garrincha, em Brasília, tem sofrido críticas pelo custo, que ultrapassou R$ 1,4 bilhão, e pela estrutura — devido a goteiras e dificuldades no acesso à internet. Segundo o jornalista e diretor do Portal da Copa 2014, Rodrigo Magalhães Prada, se comparado o custo por assento nos estádios, o Brasil tem gastado bem mais que África do Sul e Alemanha, que sediaram as edições anteriores do evento. O primeiro deve gastar R$ 7.983,60 por cadeira, contra R$ 3.600 do país europeu e 3.270 do africano.
Nenhum estádio brasileiro tem pronta a estrutura de tecnologia da informação. Será a Copa do Mundo das mídias sociais, mas os 600 mil turistas que estarão aqui terão dificuldades nessa área — afirmou Prada.
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