Deputado Dr. João José

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Mato Grosso no Coração

sexta-feira, 7 de março de 2014

"Senadores destacam compromisso de Sérgio Guerra com a conciliação"

Suspensa em razão da morte do deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE), a sessão do Senado de ontem foi marcada por homenagens ao político.

Durante os 40 minutos anteriores à suspensão, senadores falaram sobre a trajetória política e sobre a disposição para o diálogo que Guerra sempre demonstrou.Os senadores aprovaram um requerimento de voto de pesar e fizeram um minuto de silêncio em honra ao ex-senador e deputado federal, que lutava contra um câncer de pulmão. Por determinação do presidente do Senado, Renan Calheiros, a bandeira do Brasil em frente ao Palácio do Congresso Nacional ficará a meio mastro por três dias.
 Ele viveu para a arte da política, um conciliador emérito — afirmou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), após destacar o compromisso do deputado com o país.
A principal característica lembrada pelo senador Gim (PTB-DF) foi a palavra de Guerra, a disposição dele para cumprir os acordos. Gim também destacou as firmes convicções do político de Pernambuco.
 Ele defendia as posições acordadas com todos. E esse é um perfil que é muito bom no mundo da política.
Ele realmente era um político com P maiúsculo — afirmou.
Para Valdir Raupp (PMDB-RO), embora tenha morrido prematuramente, Sérgio Guerra deixou um “longo rol de serviços prestados ao país”. Raupp enumerou, entre as qualidades de Guerra, a dedicação ao interesse público e à defesa da transparência. Também destacou a abertura de Guerra ao diálogo e a capacidade de articulação.
 Sempre se revelou um ser humano de espírito ativo, mas conciliador. A política brasileira perde um grande lutador, um homem que defendeu o melhor para Pernambuco e para o Brasil, sempre em prol de projetos que visassem melhorar a vida do povo do nosso país — afirmou.
Jorge Viana (PT-AC) e Ana Amélia (PP-RS) também lembraram a convivência com Guerra. Viana relatou tê-lo encontrado no hospital, esperançoso de vencer a luta contra o câncer. Já Ana Amélia recordou as oportunidades em que o entrevistou, quando trabalhava como jornalista, e constatou sua visão clara da política, da história e da cultura do país.
 Eu queria lembrar que hoje há uma unanimidade, não porque ele morreu, mas porque há um reconhecimento do papel que Sérgio Guerra desempenhou na política brasileira — declarou a senadora.
Eduardo Suplicy (PT-SP), por sua vez, lembrou da relação “construtiva e respeitosa” cultivada nos anos em que conviveu com Guerra no Senado. Assim como vários de seus colegas, o senador exaltou o espírito harmonizador do deputado pernambucano.
Já Paulo Paim classificou o deputado como um dos maiores líderes da história do PSDB. O senador disse ter muito respeito por Sérgio Guerra, “um homem público capaz de cumprir acordos”, e lamentou a perda para o país.
 Sérgio Guerra se foi, mas seus ideais, seus pensamentos, com certeza, ficam para a reflexão de todos nós — disse Paim.
Em nota, os senadores Ruben Figueiró (PSDB-MS) e Ataídes Oliveira (PROS-TO) também lamentaram a morte do líder tucano. Figueiró salientou que a perda será sentida não só em Pernambuco, mas também em todo o Brasil. Já Ataídes disse que o deputado ainda tinha muito a fazer pela política nacional.
O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), em nota divulgada por sua assessoria, também lamentou a morte do líder tucano: “Sérgio Guerra era o retrato da credibilidade, da seriedade e do bom senso. O Brasil perde uma grande personalidade, que vai deixar uma lacuna no quadro da política brasileira”.

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