Secretário Jorge Lafetá foi ouvido pela Comissão de Saúde da AL.
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Antonio Azambuja (PP), se reuniu nesta quarta-feira (28), onde o secretário de Estado de Saúde (SES), Jorge Lafetá, prestou esclarecimentos sobre a real situação da saúde pública em Mato grosso.
O secretário Jorge Lafetá iniciou sua fala afirmando que quando assumiu a pasta, não assumiu uma secretaria de saúde e sim uma secretaria de doenças. Ele também alegou que o grande gargalo da saúde é a alta complexidade. A SES atende mais de três mil liminares por mês, que geram um custo de aproximadamente R$ 5 milhões, sendo que R$ 3,5 milhões são de bloqueio em conta.
Em relação à gestão dos três hospitais: Metropolitano em Várzea Grande, hospital de Alta Floresta e Colider, que tinham contrato com o Instituto Pernambucano de Assistência a Saúde (IPASS), a partir de agora serão gerenciados pelo Estado. “O Hospital Metropolitano teve o contrato vencido, e os de Alta Floresta e Colider recendidos passando a ser geridos pelo próprio Estado. Toda parte de diretoria é da Secretaria Estadual de Saúde”, explicou.
Jorge Lafetá explanou que foram realizadas auditorias nas três unidades para apurar denúncias de que os três hospitais geridos pela IPASS não estariam atendendo de acordo as normativas do contrato. “Metas não estavam sendo cumpridas, e dai então o Estado resolveu assumir a gestão”, destacou.
Questionado quanto aos atrasos nos repasses à saúde dos municípios, o gestor salientou que quando assumiu a SES, esses repasses já estavam atrasados desde dezembro de 2012. Em novembro de 2013 foram quitados cinco meses de atraso. Ficando em débito em 2013 somente os meses de novembro e dezembro. “Neste ano de 2014 nós já quitamos novembro e dezembro/2013 e já pagamos janeiro, fevereiro deste ano e já pagamos a alta complexidade de Cuiabá, da baixada cuiabana”, explanou.
Lafetá assumiu então que ainda tem uma de aproximadamente R$ 22 milhões em repasses para a saúde dos municípios relativa aos meses de março e abril deste ano. Segundo o secretário a dívida deve ser quitada até o mês de junho. “A previsão é que em julho nós consigamos ficar em dias com todos os municípios”, reforçou.
O presidente da Comissão, Antonio Azambuja, disse que a vinda do secretário a Assembleia foi importante para expor a situação da saúde pública. “O que esperamos agora é que o Estado e o Município unam forças para solucionar os problemas emergenciais da saúde. É inadmissível uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), não ter um médico plantonista, como foi mostrado pelo fantástico”, ponderou.
Para Azambuja a gestão da saúde tem que ter a parceria de todos, dos três poderes, estadual, municipal e federal.
Como médico e legislador, Azambuja defende que a rede de saúde precisa ser reorganizada, ter uma gestão diferenciada, por que não é só com recurso que se faz o atendimento da saúde. “O que está faltando é gestão e investimento. Porém o que precisamos organizar primeiro é a gestão”, afirmou.
Participaram também da reunião o secretário municipal de saúde, Werley Peres e os deputados: Hermínio J. Barreto (PR); Emanuel Pinheiro (PR); Pedro Satélite (PSD); Teté Bezerra (PMDB); Dilmar Dal’ Bosco (DEM) e José Domingos (PSD).
Vania Costa
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