Deputado Dr. João José

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Mato Grosso no Coração

quinta-feira, 16 de abril de 2015

"Fabris participa de CPI e questiona compromissos firmados com a FIFA"

“É preciso parar com o discurso de que VLT não ficou pronto. O VLT não era compromisso para o mundial”.
O líder do bloco parlamentar Social, Trabalho e Democracia, da Assembleia Legislativa, deputado Gilmar Fabris (PSD), pediu à Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI das Obras da Copa, um levantamento sobre os compromissos firmados, entre o Governo do Estado e Fifa, referentes às obras que seriam para adequar Cuiabá e Várzea Grande para o mundial de 2014.
Os questionamentos foram feitos na tarde desta quarta-feira (15), no Auditório Milton Figueiredo da AL/MT, na reunião da CPI, que é presidida pelo deputado Oscar Bezerra (PSB), e hoje sabatinou o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA, Juares Samaniego e o ex-secretário de Estado, Éder Moraes.
É preciso verificar o compromisso que o estado havia firmado com a FIFA. Se era para fazer VLT ou trincheiras”, questionou. Fabris também disse que a época participou de uma reunião com o então governador Blairo Maggi (PR) e membros do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça e de Contas quando foram informados de que o compromisso era o de construir a Arena, os dois Centros Oficiais de Treinamentos – COTs e viabilizar melhorias no transporte público, mas não estipulava o tipo de modal, BRT – ônibus articulado ou Veículo Leve sobre Trilhos – VLT.
Para Fabris, é preciso parar com o discurso de que VLT não ficou pronto. “O VLT não era compromisso para o mundial. Qualquer cidadão sabia que diante da grandiosidade dessa obra, o VLT não ficaria pronto para a Copa. O mais importante é saber sobre os compromissos e recursos que garantam a entrega dessas obras para Cuiabá”, afirmou, ao ressaltar o trabalho de Éder Moraes à frente da Secopa.
O parlamentar também argumentou que os recursos do Governo Federal foram viabilizados pela articulação política de Maggi junto ao presidente Lula. “Faço questão de falar isso porque da à impressão de que era um compromisso para atender Copa. Mas quem falou que acabaria antes do mundial foi o governo passado. Por isso, faço questão que essa comissão tome conhecimento sobre a responsabilidade dos compromissos firmados”.
Samaniego disse que existem 396 ações relacionadas às obras; 86 autos de infração e 231 notificações. Afirmou que 90% dessas obras continham erros. “Estavam com vícios construtivos. Uma obra que não tem projeto tem tudo para dar errado”, afirmou.
Também participaram dessa reunião os deputados Eduardo Botelho, Wilson Santos, Silvano Amaral, Nininho, Dilmar Dal Bosco, Mauro Savi, José Domingos, Dr. Leonardo e Janaína Riva.
ITIMARA FIGUEIREDO

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