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Governo de Mato Grosso

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"ARTIGO : O modelo de estado está falido"

Permito-me recorrer mais uma vez ao Seminário Transformação e Oportunidades, realizado em Cuiabá na semana passada. Nos painéis de debate e nas palestras o consenso sobre a falência do modelo do Estado brasileiro que conduz a gestão pública está completamente falido. No painel “Organizando o Estado para organizar os negócios”, se disse que todos os diagnósticos sobre os gargalos da gestão pública já existem. Falta achar as ferramentas para as transformações.
            Outra visão é a de que o Estado precisa ter uma governança clara e transparente. O cooperativismo espera que o Estado se transforme e melhore para os cidadãos. Para o diretor executivo do Movimento Brasil Competitivo, Cláudio Gastal, “é preciso reinventar o estado, que está travado e não vai pra frente nem pra trás”. Outro conceito seu é de que a inovação é esquizofrênica no Estado brasileiro. O Estado é do século 19 com seus marcos regulatórios impeditivos ao movimento de andar.
            Dolorosa sua leitura: “O Estado não permite a duração dos ganhos porque é perverso. O corporativismo somado com o marco legal brasileiro é centrado em pessoas e não garante benefícios conquistados”. O Estado precisa ser revista e reinventado, porque Estado não é governo. Porém, a receita é a de que “a sociedade deve se apropriar da reinvenção do Estado”. Aqui entra uma equação nova: os setores privado e público não se misturam.  É preciso organizar as pressões de fora para dentro, e não de dentro para fora. O Estado responde por 40% do PIB brasileiro. Por isso não pode ser ignorado pelo setor privado, que deve entender melhor o setor público, sem preconceito.
A reinvenção do marco legal hoje não permite a reinvenção do setor público. “Por isso, disse Cláudio Gastal é importante o setor empresarial participar do setor público com o seu pensamento e o conjunto dos dois formar um processo de inteligência nacional”.
A fórmula para essa aproximação e a reinvenção do Estado no modelo atual brasileiro, pede a politização do setor privado e a quebra do preconceito de que tudo que vem do setor público é corrupto e não presta. É uma meia verdade, mas não mudará para um Estado transparente e desamarrado dos seus marcos legais, se não for pela ação das pressões externas da sociedade sobre o setor público.  Esta talvez seja a maior de todas as equações brasileiras no futuro próximo e de longo prazo.
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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