Entrevista foi ao vivo na Rádio Capital, 101,9 FM, comandada pelo radialista e apresentador Antero Paes de Barros, sob a direção geral de José Dorileo.
Defensor da Parceria Público-Privada para a conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, o líder do PSD na Assembleia Legislativa, deputado Gilmar Fabris, foi o entrevistado, na manhã desta quinta-feira (27), do Jornal da Capital, comandado pelo radialista e apresentador Antero Paes de Barros. Além das questões sobre o modal de transporte, Fabris também falou sobre o futuro do PSD, a possível filiação no PMDB e da PEC que proíbe a reeleição da Mesa Diretora da Casa de Leis.
O parlamentar disse que o VLT para atender a região Metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande é uma questão que precisa ser concluída, especialmente, porque já foi investido R$ 1 bilhão. Para ele, é importante que a obra seja retomada para que a população possa receber o modal de transporte mais eficiente, seguro e moderno. Também alertou sobre as questões judiciais que devem ser resolvidas paralelamente.
“Agora não tem saída para recuar. É preciso terminar essa obra. O estado não pode jogar no lixo o que já foi pago. Não há mais como recuar. Isso incomoda a população, ainda tem os canteiros de obras parados que modificaram a cidade e muitos pontos atrapalham o trânsito. O governo já garantiu que tem o desejo de terminar essa obra”, disse, ao afirmar que é importante que o governo acelere e coloque os pés na estrada para alavancar obras de infraestrutura, saindo apenas da questão de auditorias.
Também questionou a condução da Reforma Política no Congresso Nacional. “Não teve nada de concreto. Tinha que mudar radicalmente. Falaram que iam diminuir o número de partidos, mas na prática aumentou. Então, chego à conclusão de que o Brasil precisava de uma reforma mais séria”.
Sobre o futuro do PSD, disse que é um partido que diante da atual conjuntura política terá que recomeçar. Garantiu que independente da “janela” para migrar para outra sigla, já recorreu à cúpula pela sua liberação. “O PSD vai começar do zero porque foi criado e ficou muito direcionado ao deputado Riva, em Mato Grosso e ao Kassab [Gilberto], em Brasília. Já disse para me darem a liberação porque não tem nada pior que ficar num lugar insatisfeito”, afirmou, ao questionar a falta de apoio durante a campanha eleitoral. Fabris foi convidado a compor o PMDB, partido que admira pela união dos seus membros.
PEC – o parlamentar afirmou a importância da aprovação da PEC que proíbe a reeleição de membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para o mesmo cargo. Na opinião de Fabris, essa seria uma oportunidade a mais para os 24 deputados participarem dessa eleição. “Será mais justo e democrático”, concluiu, ao destacar a atenção que dispõe à família do então deputado Walter Rabello (in memorian).
ITIMARA FIGUEIREDO
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