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Governo de Mato Grosso

sábado, 14 de novembro de 2015

"ARTIGO : Líderes de amanhã"

Em 2005 escrevi neste espaço um artigo intitulado “Crianças Indigo”, referindo-me a quem nascera depois de 1982 como pessoas especialmente dotadas de uma enorme capacidade de transformações sociais quando adultas. Supondo alguém que nasceu naquele ano, tem hoje 33 anos. Já é adulto e certamente profissional. Pouco tempo depois escrevi sobre as “Crianças Cristal”, aquelas que nasceram a partir de 2002 e que vieram para quebrar paradigmas. São seres com chip muito avançado comparados com as gerações anteriores.
Por que trago o assunto? Como professor, como palestrante, como pai e avô, lido com jovens em todas essas faixas. Eles são muito diferentes em tudo.
Serão os novos líderes empresariais, liberais, políticos, institucionais e servidores públicos. Trazem aspectos muito inovadores. Por exemplo, não reconhecem a autoridade de ninguém pelo cargo que ocupa. É preciso transmitir algo mais com que se identifiquem. Precisam de motivação especial, a que podemos chamar de causa, para se engajar em qualquer ação. No trabalho, lidam com muita dificuldade com chefes e superiores que se apóiam só na autoridade do cargo ou nas experiências da vida.
Num momento em que o país vê naufragar todos os seus sistemas de autoridade, esses jovens surgem como opção, mas não estão prontos ainda e lutam contra a educação ruim que receberam até agora e contra a má educação familiar. De quebra, lutam também, contra a incompreensão dos adultos em relação à sua rebeldia. Não são rebeldes. São independentes de uma forma diferente das gerações anteriores. Não tem medo de nada, no sentido de respeitar e se curvar à autoridade de ninguém.
            Quando vemos o Brasil naufragado completamente, não vemos lideranças capazes de nos conduzir na travessia para um tempo transformado, em um, dois ou cinco anos, quem sabe, e ficamos confusos. Imagine os jovens. Mas como o destino dos seres humanos é avançar sempre, de uma forma ou de outra o país avançará. Tenho encontrado grupos de jovens buscando agrupar-se em tribos futuristas para o seu tempo, e vejo neles valores muito avançados, como visão essencialmente social para a existência do capital. Visão conjuntural de pessoas. Visão ambiental. Visão preservacionista da cultura e do ambiente. Vejo neles uma busca insana pelo respeito e conservação da ética.
            Num Brasil naufragado, vejo esperança no caminhar dos nossos jovens descendentes e de alguns adultos que lhes servem de referência. Porém, transformar o país é o destino do próximo porto.
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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