O governador de Rondônia, Confúcio
Moura, demonstrou preocupação com relação aos municípios, e ponderou
sobre a necessidade de incluir os prefeitos nas discussões do Consórcio
Interestadual Brasil Central, que foi instaurado oficialmente na terça-feira
(10), em Brasília. O consórcio foi apresentado no dia seguinte ao presidente do
Senado, Renan
Calheiros (AL), e aos senadores da Comissão de Desenvolvimento Regional
e Turismo do Senado.
O Consórcio é integrado
pelos governadores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia,
Tocantins e do Distrito Federal, que estão na região que mais se desenvolveu
nos últimos anos e também a que apresentou a maior redução da taxa de pobreza.
Com aproximadamente 10% da população brasileira, o bloco de governadores
responde hoje por 11,27% do Produto Interno Bruto (PIB).
Na apresentação do
consórcio aos senadores, Confúcio Moura defender a participação dos municípios.
“É preciso dar suporte prioritário aos prefeitos e consolidar uma agenda de
serviços com resultados práticos”, disse. “A figura do consórcio surge nesse
momento como uma luz no céu cinzento da política brasileira”, discorreu o
governador.
Para Confúcio Moura,
hoje, ao se abrir qualquer jornal, não se encontram notícias positivas, apenas
o noticiário negativo ganha destaque. “Esse consórcio veio como um
renascimento, uma espécie de ressurreição política dos governadores, que não
são os maiores do Brasil, mas são dos estados produtores de alimentos.”
O governador de Rondônia
disse que o bloco de governadores não tem um formato separatista, mas quer demonstrar
que não está satisfeito. O objetivo, segundo ele, é blindar os estados contra a
onda de crise que não tem premissa nenhuma de findar num curto espaço de
tempo. “Nós não podemos ter medo de mudar as leis, não podemos ter medo,
de maneira nenhuma, de reformar a Constituição em alguns pontos indispensáveis,
como a reforma da Previdência”, afirmou.
FUG/PMDB
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