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Governo de Mato Grosso

terça-feira, 10 de novembro de 2015

"Em protesto, caminhoneiros armam bloqueios nas estradas em todo país "

Parte dos caminhoneiros do País iniciaram nesta segunda-feira, 9 de novembro, uma greve nacional. A categoria já tinha feito, no fim de semana, manifestações em cidades como Apucarana e Ibiporã, no Paraná, um dos Estados onde é esperada a maior adesão. Quase toda a movimentação vem sendo organizada via aplicativos de celular e pelas redes sociais, mas não conta com a adesão de boa parte das entidades nacionais que representam o setor.
 
Um dos líderes da categoria e um dos organizadores da paralisação, Ivar Schmidt afirma que a luta é pela renúncia da presidente Dilma Rousseff. Ele está à frente do “Comando Nacional do Transporte” e garante que os caminhoneiros, agora, somente vão negociar “com o próximo governante”.
 
A greve ganhou o apoio de grupos como Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua. Os líderes do movimento garantem já ter grande apoio também de caminhoneiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A expectativa é atingir pelo menos 70% do País inicialmente.
 
Pauta
Os grevistas vão reforçar os pedidos de benefícios inseridos em uma pauta já em negociação com o governo. Entre eles, isenção de pedágio sobre eixos suspensos dos caminhões e o refinanciamento das dívidas dos autônomos junto aos bancos privados.
 
O líder dos caminhoneiros alega defender um governo “que traga segurança, não apenas ao povo brasileiro, mas também aos investidores externos”.
 
Contra
Várias entidades que representam o setor se manifestaram contra esse movimento e veem interesses políticos por trás dessa paralisação. Para o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Bens no Estado do Pará (Sindicam-PA), a greve é organizada “por pessoas que não fazem parte da categoria e estão aproveitando o momento de dificuldade que o País passa. ”
 
Já a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) diz que “os problemas que afetam a categoria são muitos e que, para resolvê-los, é preciso coesão e sabedoria”. Entidades de Goiás e Tocantins também assinaram, juntos, um documento contra a greve.
 
Bloqueios
Os organizadores da greve garantem que a orientação não é a de fechar estradas. Porém, eles não vão recriminar os caminhoneiros que pararem (as estradas). A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) se declarou contra as interdições das estradas. Segundo a entidade, o bloqueio de rodovias traz inúmeros prejuízos para os transportadores e a sociedade.
 
Minas Gerais
A paralisação teve início ainda pela madrugada. Os protestos ocorrem no km 359 da BR-381, em João Monlevade; no km 513 em Igarapé; no km 412 da BR-262, em Igaratinga; e nos kms 627 e 633 da BR-040, em Conselheiro Lafaiete.
Paraná
Foi registrado um bloqueio parcial na BR-277, em Guarapuava, da 1h às 6h. Em Medianeira, na região oeste, cerca de 200 trabalhadores fecham os dois sentidos da BR-277, na altura do km 667, desde as 7h.
Rio Grande do Sul
Os motoristas se concentram em postos de combustíveis em rodovias federais e estaduais. Alguns pontos têm bloqueios parciais. Outros tiveram interdições devido a queima de pneus.
Santa Catarina

Manifestantes bloqueiam a SC-486, no Vale do Itajaí. Um caminhão contêiner atravessado na pista impossibilita o tráfego de cargas. Em São Bento do Sul, na BR-280, os caminhoneiros estão sendo abordados pelos manifestantes para permanecer no acostamento e aderir ao movimento.
 
Agência CNM, com informações da Agência Estado e G1

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