Tudo indica que os terríveis ataques em Paris foram obra de
terroristas islâmicos. O mundo civilizado necessita de uma vez por todas de um
plano de ação, afirma o correspondente em Bruxelas Bernd Riegert.
A França foi atacada. A Europa está em
choque. O alvo desses terroristas covardes não são apenas as vítimas aleatórias
em Paris, mas todos nós, todas as pessoas civilizadas, toda a humanidade, como
disse o presidente americano, Barack Obama.
Com estarrecimento e fúria temos de
acompanhar como terroristas desencadeiam ações simultâneas e matam
indiscriminadamente. A França, a Europa, o mundo devem agora se erguer juntos e
contra-atacar.
Os terroristas, aparentemente islâmicos, devem ser combatidos
com todos os meios. Os responsáveis, os líderes espirituais desses assassinatos
sem escrúpulos, estejam eles na Síria, no Iraque ou em qualquer outro lugar,
devem ser localizados e eliminados o mais rapidamente possível. O assim chamado
"Estado Islâmico" declarou guerra não apenas à França, mas a todas as
pessoas livres.
Em nome de valores franceses na sua
origem, como liberdade, igualdade, humanidade, o mundo deve se levantar contra
o terrorismo. A cúpula das 20 maiores economias do mundo, que começa neste
domingo em Antália, oferece uma oportunidade para isso. Os Estados Unidos, a
Rússia e talvez até tropas da Otan da Europa devem atuar juntas, na Síria e no
Iraque, contra o grupo terrorista "Estado Islâmico", e isso o mais
rapidamente possível.
Depois dos atentados em Paris, em
janeiro, aconteceu uma impressionante marcha de solidariedade, reunindo
políticos de todo o mundo. Foi um belo gesto, mas isso não é mais suficiente.
Esses assassinos inescrupulosos aparentemente só entendem a linguagem da
violência.
O recrutamento de potenciais autores
de atentados entre a juventude europeia foi tolerado por tempo demais. A
radicalização deve ser prevenida de forma enérgica. Se cidadãos europeus vão
para a Síria ou para o Iraque, com o objetivo de lá se tornarem jihadistas, é
necessário no mínimo impedir com todos os meios que eles retornem para a
Europa.
Todos os outros conflitos entre
Estados devem agora ser postos de lado. Pois o que aconteceu pode atingir
qualquer um. Na Rússia também houve um alerta terrorista na sexta-feira. A
Turquia foi alvo de ataques terroristas em outubro. Madri e Londres vivenciaram
isso em 2004 e 2005. Ninguém sabe ao certo quais células terroristas aguardam
para agir na Europa ou nos Estados Unidos. E a comunidade internacional ainda
poderá se ocupar do destino do presidente sírio, Bashar al-Assad, depois que o
sinistro poder do Estado Islâmico for quebrado.
À crise do refugiados na Europa
soma-se agora também uma crise terrorista, uma ameaça imprevista. Agora a
Europa terá realmente que comprovar que consegue permanecer e trabalhar unida.
A segurança de todos os cidadãos está sendo ameaçada. A vida pacífica está em
perigo. A resposta dos líderes políticos na Europa, nos Estados Unidos e na
Rússia devem ser em alto e bom tom: nos vamos nos defender!
DW.COM

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