“Isso aqui é corrupção, roubalheira”, afirmou ao explicar sua obra. A tela se junta a outras pintadas na época da ditadura que, inclusive, o levaram a ser exilado do país. “Quando eu pintei contra os militares - e por isso me expulsaram -, pintava o que eles faziam de errado. Hoje eu pintei o que a democracia faz de errado”, disse.
Apesar de não temer mais o exílio, Amâncio relata que chegou a ser ameaçado enquanto pintava “173 Dias de Corrupção”. De acordo com o artista, dois homens armados entraram em seu ateliê, o ameaçaram e até arranharam a tela com o cano da arma no intuito de demovê-lo da ideia.
“Tratei de ter esse quadro um pouco guardado porque ele fere 99,9% dos políticos brasileiros. Aí pensei: a qualquer momento pode entrar um louco aqui e rasgar”, contou Amâncio.
Agora, todos os cuiabanos podem conferir de perto esta e mais cerca de 60 telas do artista que já foram expostas em diversos países. Amâncio garante que aqueles que comparecerem à exposição irão encontrar muita história documentada.
Além de escândalos políticos, os quadros tiveram como fonte de inspiração letras de tango, livros e episódios como a rebelião ocorrida no presídio do Carumbé, na Capital, no ano de 2007.
Mais que apreciar a arte de Amâncio, os frequentadores da Galeria Silva Freire, no saguão da OAB-MT, poderão ver ao vivo o trabalho do artista que, durante a exposição, se dedicará a pintura de um novo quadro.
A exposição é aberta ao publico de segunda a sexta, das 9h às 17h30, com entrada gratuita.
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