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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"Construção civil: Sindicatos fazem levantamento de obras paradas e pressionam por retomada em todo o país"

Reativação das obras do Minha Casa, Minha Vida poderia gerar 30 mil empregos em MT. Entidades sindicais brasileiras do setor da construção e da madeira, filiadas à Federação Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM) de todo o país estão realizando uma campanha em seus estados, em prol da retomada das obras públicas federais que se encontram paradas. Em todo o país, as entidades já começaram um levantamento das obras, com registro fotográfico. O plano é divulgar os dados à sociedade e pressionar o governo. Na Baixada Cuiabana, são mais de 30 obras, entre construções e reformas de creches, unidades básicas de saúde e restaurações, entre outros, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Santo Antônio do Leverger. Os dados são do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Cuiabá e Municípios (SINTRAICCCM), que está fazendo o levantamento local.

A primeira ação é chamar a atenção da sociedade para as obras. O próximo passo será tentar agendas com o governo federal e o BNDES para discutir o tema. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá e Municípios, só a reativação das obras do Minha Casa, Minha Vida poderia gerar 30 mil empregos em Mato Grosso. Em março deste ano, o sindicato iniciou a visita aos canteiros de obra de Várzea Grande e Cuiabá, onde a entidade estima que mais de 20 canteiros estejam com as atividades paralisadas, a maioria dos quais de obras do Programa Minha Casa, Minha Vida.

A campanha será em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon). “Vamos pressionar o governo a abrir o BNDES e liberar recursos porque tem milhões parados lá e o governo está trancando tudo para gerar desemprego e assim, todo mundo desempregado, fica mais fácil de aceitar estas novas regras trabalhistas”.

Santana lembra também que a crise no setor da construção civil afeta a toda a economia do país, pois atinge a cadeia produtiva, passando pelo comércio e pela indústria, o que agrava o quadro de desemprego.

Neusa Baptista

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