Ministério de Comunicação Social de Angola conta com dois novos rostos. Trata-se do ministro João Melo e o seu secretário de Estado Celso Malevoloneke. Sindicato dos jornalistas espera "mudanças".O Presidente angolano, João Lourenço, concluiu na quinta-feira (12.10.) a nomeação de 50 secretários de Estado, que acrescem a 32 ministros já empossados nas funções, num Executivo que soma assim mais de 80 governantes. A 30 de setembro, na cerimônia que seria para empossar os 32 ministros nomeados, o chefe de Estado pediu "trabalho" a todos os governantes indicados, condição que, disse, ditará a avaliação da qualidade das escolhas feitas para este Governo. "Nós confiamos na vossa capacidade.
Mais apoios do Governo
O secretário-geral do SJA espera ainda por parte das autoridades um maior apoio aos media angolanos privados. "Atualmente 99 por cento das empresas de comunicação social são insustentáveis. Têm muito pouco rendimento para aquilo que é o volume das despesas". Muitos cidadãos angolanos não falam a língua oficial do Estado, o português, por esta razão têm dificuldades no acesso à informação. Daí que Teixeira Cândido aponte como alternativa "as rádios comunitárias que são feitas pela própria comunidade e normalmente o objetivo é informar a comunidade. Nós não temos isso na nossa Lei”.
Entretanto, está para breve o início das atividades da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERCA). Apesar de não esperar por grandes atuações, o sindicalista explica qual deverá ser o primeiro passo daquela instituição. "Entendemos que a entidade reguladora devia ter mais poderes. Contudo, esperamos que a ERCA nos seus primeiros anos de funcionamento consiga convocar uma assembleia de jornalistas cuja missão será a de elegermos a comissão de carteira e ética para que as pessoas possam respeitar as incompatibilidades".
Manuel Luamba (Luanda)cp
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