Ao defender a emenda, Fagundes lembrou que na década de 90 e começo dos anos 2000, o ex-governador Dante de Oliveira lançou uma forte ofensiva em defesa do Pantanal, ao criar um programa financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID, e pelo do Governo Federal. O Programa BID-Pantanal, porém, não teve sequência adequada. Fagundes lembrou que muitos dos projetos acabaram pelo caminho por falta de consolidação e também pela própria burocracia.
Estudos indicam que o Pantanal abriga, catalogados, 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos sendo duas endêmicas. Segundo a Embrapa Pantanal, quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e algumas apresentam vigoroso potencial medicinal. Apesar disso, apenas 4,4% do Pantanal encontra-se protegido por unidades de conservação, dos quais 2,9% correspondem a UCs de proteção integral e 1,5% a UCs de uso sustentável. Além de recursos para apoio à implementação de instrumentos estruturantes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a CMA aprovou também a inclusão de R$ 100 milhões para apoio à implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos; R$ 200 milhões para gestão do Uso Sustentável da Biodiversidade” e mais R$ 100 milhões para ampliação e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.
ESTREITAMENTO DE RELAÇÕES – Durante a reunião, Wellington Fagundes ressaltou que as ações da Comissão de Meio Ambiente do Senado garantem condições ao Ministério do Meio Ambiente promover a Polícia Ambiental Brasileira de maneira eficiente. Ele, porém, não deixou de lamentar a excessiva burocracia ambiental que “entrava” o desenvolvimento sustentável.
“Eu sempre tenho dito que quem está na Amazônia, está preservando aquela região. Mas, para isso, precisa de recursos, de pesquisa e de investimento. Não é o abandono puro e simples, dizer que nada pode fazer, é que irá preservar. É preciso levar o desenvolvimento exatamente nessa condição de respeito ao meio ambiente” – ele assinalou.
Com o aval do senador Cidinho dos Santos (PR-MT), a CMA irá definir uma data para uma reunião com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e com técnicos do Ministério, do Ibama e da própria Fundação Nacional do Índio (Funai) para discutir os entraves no desenvolvimento da política ambiental. “Precisamos desse entrosamento. Muitas vezes, um técnico, sem a vivência daquilo que chega a sua mesa, simplesmente emite um parecer e tudo acaba se perdendo” – justificou.
Da assessoria
Foto: Augusto César | Assessoria WF
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