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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

"Odebrecht teria repassado 35 milhões de dólares para campanha de Maduro"

Dinheiro para campanha de Maduro visava garantir obras no paísDinheiro teria sido oferecido em troca de obras no país. Vídeo com declaração de ex-presidente da empreiteira na Venezuela sobre repasses foi divulgado pela ex-procuradora-geral Luisa Ortega Díaz. A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz divulgou nesta quinta-feira (12/10) um vídeo no qual o ex-presidente da Odebrecht no país Euzenando Prazeres de Azevedo admite ter repassado 35 milhões de dólares para a campanha do presidente Nicolás Maduro. Em troca da propina, empreiteira queria prioridade em obras venezuelanas. No vídeo, Azevedo conta que chegou a um acordo para a entrega do dinheiro com Américo Mata, um ex-funcionário do governo venezuelano identificado como representante de Maduro. Segundo o relato, Mata havia solicitado ajuda para a campanha eleitoral. O ex-presidente da Odebrecht disse que Mata lhe pediu 50 milhões de dólares, mas ressaltou que aceitou pagar apenas 35 milhões de dólares. "Ele pediu um valor alto para a época, nós tínhamos uma operação muito grande na Venezuela", afirma Azevedo.Segundo Ortega Díaz, o vídeo foi gravado pela Procuradoria-Geral da República no dia 15 de dezembro do ano passado, quando Azevedo teria prestado declarações aos investigadores brasileiros. O ex-funcionário da Odebrecht relata ainda que se reuniu em várias ocasiões com Mata, ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural Venezuelano (Inder). Ortega Díaz, destituída do cargo, fugiu para Bogotá com o marido, o deputado chavista Germán Ferrer, no fim de agosto. A jurista deixou a Venezuela depois de seu marido ter a prisão decretada. Ele foi acusado de estar envolvido numa rede de extorsão que funcionaria dentro do Ministério Público (MP) enquanto a esposa comandou o órgão. Na época, Ortega Díaz acusou Maduro de destituí-la do cargo para acabar com as investigações sobre os pagamentos de suborno feitos pela Odebrecht. Segundo declaração do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, o valor da propina paga na Venezuela chegou a 98 milhões de dólares. Nesta quinta, o atual procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, disse que está tramitando um alerta vermelho na Interpol para a captura de Azevedo e de Ferrer. De acordo com Saab, o esquema no MP venezuelano foi liderada por funcionários de alto escalão, cujos nomes deverão ser revelados pelo advogado preso José Parra Saluzzo, que trabalhava para a Odebrecht.
"Parra Saluzzo prometeu recorrer à política da delação para revelar com nome e sobrenome quem eram os diretores e quem eram os titulares do MP que faziam parte da extorsão", acrescentou Saab.
CN/efe/ap/cp

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