Por 44 votos a 26, parlamentares derrubam decisão do STF que afastou senador do cargo e determinou seu recolhimento noturno. Acusado de corrupção e obstrução da Justiça, tucano poderá retornar imediatamente ao Congresso. O plenário do Senado decidiu nesta terça-feira (17/10) derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou, no fim de setembro, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo.
O senador mineiro foi denunciado por corrupção passiva e obstrução à Justiça, no âmbito de investigações que se derivaram dos acordos de delação premiada de executivos do grupo J&F.
Segundo a denúncia, o parlamentar teria pedido 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, da JBS, além de ter agido para tentar impedir os avanços da Operação Lava Jato. Ele nega as acusações.
Apesar da decisão do STF de afastar o tucano, a Corte decidiu, em 11 de outubro, que o Congresso precisa dar aval sobre medidas cautelares impostas a parlamentares, incluindo o afastamento do mandato. A decisão já pôde ser aplicada no caso de Aécio, e, por esse motivo, foi realizada a votação no Senado nesta terça-feira. Aécio foi afastado do cargo pela primeira vez em maio, quando foi deflagrada a Operação Patmos, que prendeu a irmã e assessora do parlamentar, além de seu primo, Frederico Pacheco. O tucano voltou ao Senado em junho, depois de o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, derrubar a decisão anterior, que havia sido tomada por Edson Fachin.
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