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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"LANÇAMENTO: a jovem escritora cuiabana Helena Werneck, filha da jornalista Keka Werneck, lança seu primeiro livro de poesias 'Nu'.

A adolescente Helena Werneck, de 17 anos, poetisa cuiabana, lança nesta terça-feira (28), às 19h, no Sesc Arsenal, o livro "Nu", um dos vencedores do 2ª Prêmio Mato Grosso de Literatura, da Secretaria de Estado de Cultura. O livro premiado este ano, publicado pela Editora Entrelinhas, reúne 80 poemas escritos quando Helena tinha apenas 16 anos. Mas a paixão pela literatura surge na vida dela bem cedo, quando ainda era criança. Desde que aprendeu a ler e escrever, demonstra amor pelos livros e, justamente na adolescência, o desejo de escrever poesias aflorou. “Minha mãe lia para mim desde criança. Isso me levou ao gosto pela literatura e poesia bem cedo. Eu sempre escrevi muito... e aí chegou um momento em que percebi que eu gostava muito mais de escrever poesia do que das outras coisas... ela traduz momentos que vivi”. O livro é apresentado pela poetisa Lucinda Persona, um dos ícones da literatura mato-grossense, e é de fato uma revelação no mundo literário local. Para Lucinda “as elaborações de Helena provocam, a cada trecho, um pausado espanto, pela adolescência dos tons ao lado de uma maturidade afetiva angustiada. Seria o caso de se dizer que na claridade juvenil perpassa a sombra da angústia.” Helena Werneck dos Santos, nasceu em 4 de maio de 2000, na capital mato-grossense. É aluna do curso de Secretariado no Instituto Federal de Mato Grosso, campus Cuiabá. É vestibulanda e convive com a ansiedade e as angústias da escolha, tão presentes nos jovens de sua geração. Os poemas de Nu foram escritos em 2016, quando vivia os dilemas dos seus 16 anos.
Seguem alguns trechos da obra:
Sirva-se do caos
Dos sonhos imundos
Sirva-se de mim:
Impura
Pecadora
Livre
Como um pássaro negro
Aquele que adormece em seu telhado
E vigia seus passos [...]
(do poema Jantar)
Chorei um mar inteiro por você
Chorei tanto
Que fiquei seca
Como o deserto [...]
(do poema Mudança)
Meu corpo soluça
No torpor da solidão
Saudade forte... [...]
(do poema Só)
Andei descalça
Pelos espinhos que espalhastes
Porque por ora
Achei
Que aquela dor
Me levaria a você [...]
(do poema Espinhos)
Rir é o subterfúgio dos tristes
A transparência dos inocentes
A certeza dos felizes
A incerteza dos efêmeros. [...]
(do poema Riso)

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