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domingo, 26 de novembro de 2017

"País será desenvolvido quando reconhecer direito histórico dos negros, afirma secretário-geral da NSB"

37679900005_a4ee301d79_kPara Domingos Santos, país “esquece do povo negro”. Foto: Sérgio Francês: Liderança do PSB na Câmara. Com a segunda maior quantidade de negros no mundo, o Brasil só deve atingir pleno desenvolvimento quando os seus governantes reconhecerem o direito histórico pertencente a essa população. A afirmação é do secretário-geral da Negritude Socialista Brasileira (NSB), Domingos Barbosa dos Santos, mais conhecido como “Professor Dumas”. Ele participou nesta terça-feira (21) da audiência pública A conjuntura econômica e o povo afrodescendente, na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Como somos maioria no Brasil e a segunda maior população no mundo, o país não vai se desenvolver enquanto a sociedade não nos escutar, enquanto os nossos governos não entender que o povo negro tem um direito histórico”, defendeu. Santos lembrou os 358 anos de escravidão vividos pelos negros no país, cuja riqueza foi acumulada com “sangue, suor e sofrimento” dessa parcela da população. “O Brasil é um país que esquece o povo negro”, criticou o socialista, que é docente na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). “Se o branco parar para refletir pode dizer: ‘Mas hoje nós não somos culpados por nossos ancestrais brancos terem escravizado os seus [ancestrais]’. E eu concordo. Mas você vai admitir que nós, os negros, fomos prejudicados e você, branco, foi beneficiado”, disse. Para Santos, o país cresce economicamente, mas permanece subdesenvolvido porque os negros são alijados de melhores condições no mercado de trabalho e nas escolas.
38568050971_95ea56c33f_k“Enquanto o poder público não acreditar na educação efetiva do povo, o país vai continuar um país que tem dinheiro, mas com um povo empobrecido”, argumentou.Sobre a recente pesquisa divulgada pelo Instituto Locomotiva, segundo a qual a população negra movimenta R$ 1,6 trilhão no país, o secretário-geral da NSB comentou que o negro contribui decisivamente para o crescimento da economia “quando lhe é dada oportunidade.” “O lado bom dessa pesquisa é saber que o povo negro, se lhe dá oportunidade, faz com que o país se desenvolva economicamente”, destacou. Segundo o socialista, a renda dos negros será equiparada a dos brancos daqui a 74 anos, considerando o atual ritmo de desigualdade salarial. Ele explicou que, em duas décadas, o rendimento da população negra passou de 45% para 57% do valor médio que os brancos recebem. Santos ressaltou a necessidade de uma educação de qualidade e de políticas públicas voltadas para o estímulo ao empreendedorismo da população negra. O secretário-geral da NSB também defendeu a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República como “meio” de promoção de políticas públicas para os negros, “e não como fim”, além da conscientização dos empresários sobre o racismo. “Não adianta só qualificar os negros, porque não adianta um negro qualificado com um empresário racista, que não o deixa entrar”, ressaltou. Para a secretária nacional da NSB, Valneide Nascimento, a mudança dessa realidade pode começar com a representação dos negros no Congresso Nacional e nos governos. “O povo negro tem que se preocupar com 2018. Nós não vamos às urnas somente para votar, nós também queremos ser votados”, defendeu. A socialista também ressaltou que a população deve cobrar dos parlamentares a inclusão social do negro nas proposições de lei. A audiência foi requerida pelo deputado federal Rodrigo Martins (PSB-PI) pela passagem do Dia da Consciência Negra, data que é celebrada em 20 de novembro. Participaram como debatedores ainda a deputada estadual Cristina Almeida (PSB-AP), o subsecretário de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Distrito Federal, Vitor Nunes e o coordenador do Movimento de Apoio à Inclusão Social (Mais), Fernando Batista Galvão de Barros.
Assessoria de Comunicação/PSB Nacional

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