Em primeira entrevista pós-coalizão, chanceler federal diz não ver sua autoridade abalada, e pretende permanecer até 2021 à frente de seu partido e da Alemanha. Mas ainda falta a última palavra da base social-democrata. Após as longas e laboriosas negociações sobre a aliança de governo entre a União Democrata Cristã / Social Cristã (CDU) e o Partido Social-Democrata (SPD), a chanceler federal alemã, Angela Merkel, enfrenta críticas de seus correligionários por ter perdido o Ministério das Finanças para os parceiros de coalizão.
Apesar de autoconfiança, social-democratas têm última palavra
Na entrevista à TV ZDF, Merkel rechaçou que as críticas internas signifiquem um declínio de sua autoridade dentro da CDU. "Entendo o desapontamento", concedeu, mas deixou claro que não pretende abrir mão nem de seu papel de líder partidária, nem de chanceler federal. "Para mim, esses dois cargos são para estar em uma só mão, para também liderar um governo estável." E acrescentou: "Vai permanecer assim." Portanto, depois de 12 anos como premiê, ela pretende agora seguir governando até o fim da nova legislatura, em 2021, pois faz "parte das pessoas que cumprem o que prometem". Na realidade, é cedo demais para ostentar certeza, já que o contrato de coalizão ainda tem um teste decisivo pela frente: depende dos 463.723 membros do SPD decidirem se o aprovam ou não. Os resultados da votação por correio serão divulgados em 4 de março.
AV/afp,rtr,dpa/cp
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