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domingo, 20 de maio de 2018

"Governo Maduro faz "operação" para convencer eleitor a votar"

Pouco antes das urnas na Venezuela fecharem neste domingo (20), o presidente Nicolás Maduro mobilizou seus partidários para fazer um “remate” – uma operação para convencer os eleitores a saírem de casa e votarem, desafiando a campanha da oposição pela abstenção. O constituinte Diosdado Cabello – um dos homens mais influentes do governo – negou as acusações de dois candidatos opositores à Presidência, Henri Falcón e Javier Bertucci.
Ambos acusaram o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) – no poder há 18 anos – de instalar “pontos vermelhos” a menos de duzentos metros dos centros de votação. Os eleitores são encorajados pelo governo a se apresentarem nessas barraquinhas, depois de votar, para assinar e mostrar a Carteira da Pátria – um cartão usado para obter produtos subsidiados, em um país que enfrenta escassez de alimentos e remédios. A oposição acusa o governo de usar esse sistema para coagir os eleitores, que temem perder os benefícios se não comparecerem. Maduro chegou a oferecer durante as últimas semanas um bônus através da carteira para os que fossem votar livremente. A medida foi proibida pelas autoridades, mas o presidente não retirou os benefícios concedidos até agora. “Essa é uma desculpa [dos candidatos opositores] para explicar a falta de votos”, disse Cabello. “Não temos culpa se eles não se mobilizaram e organizaram. Nós sim, há muito tempo”, acrescentou, ao explicar que o PSUV montou uma estrutura para monitorar “até a última rua” do país.
Nas eleições venezuelanas, os partidos têm direito de instalar seus pontos de observação, contanto que fiquem a 200 metros de distância. “Querem manchar [a eleição] dizendo que temos pontos a 193 metros em vez de 200 metros”, disse Cabello. “Que diferença faz isso? Nossa votação é mais eficiente”, acrescentou, antes de pedir a “máxima mobilização” por parte dos militantes do partido para aumentar a participação eleitoral. As eleições ocorrem em meio à convocação de boicote feita pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), a principal aliança da oposição, que decidiu não participar do pleito por considerá-lo fraudulento.
Oposição
Segundo colocado nas pesquisas, o candidato Henri Falcón denunciou mais de 350 violações às regras eleitorais cometidas pelo partido de Nicolás Maduro. O ex-governador de Lara cobra que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) corrija imediatamente as violações de Maduro. "A situação é generalizada, com a instalação de pontos vermelhos como mecanismo de pressão, de chantagem política, social. Querem mais uma vez comprar a dignidade de um setor da população", disse. O adversário de Maduro também denunciou o abuso do "voto assistido", isto é, o uso de acompanhantes para levar o eleitor até a máquina de votação para ajudá-lo no processo. O auxílio só é autorizado para idosos ou pessoas com alguma incapacidade. A Frente Ampla Venezuela Livre, um dos grupos de oposição ao governo do país, afirmou que a participação nas eleições presidenciais deste domingo é de apenas 12% e denunciou a presença de aliados do chavismo em 85% das seções eleitorais, o que viola um acordo firmado entre os candidatos antes do pleito. Os 20,5 milhões de venezuelanos aptos a votar hoje escolhem entre o atual presidente, Nicolás Maduro, o ex-governador de Lara Henri Fálcon, o ex-pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada.

EUA
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, classificou hoje (20) as eleições presidenciais na Venezuela como "fraudulentas" e disse que elas "não mudam nada" no cenário do país.

"Observando hoje [o que acontece na] Venezuela. As fraudulentas eleições não mudam nada. É preciso que o povo venezuelano dirija este país... Uma nação com tanto para oferecer ao mundo", escreveu Pompeo no Twitter. Os Estados Unidos anteciparam há um mês que não reconheceriam o resultado do pleito de hojecomo estava sendo preparado, e o vice-presidente do país, Mike Pence, pediu recentemente que Maduro suspendesse as eleições, consideradas por ele como "falsas".
Carolina Pimentel/Caminho Político

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