Águas Cuiabá - Iguá Saneamento

Águas Cuiabá - Iguá Saneamento
Av. Gonçalo Antunes de Barros, 3196 - Carumbé - CEP 78050-667 - Cuiabá-MT • Telefones: 0800 646 6115

BOLSONARO X CLASSE TRABALHADORA

BOLSONARO X CLASSE TRABALHADORA
BOLSONARO NÃO!

Prefeitura de Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá
Praça Alencastro, nº 158 - Centro - CEP: 78005-906

ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão

ABERT -  Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
SAF/SUL Qd 02 Bl D Sl 101 Ed.Via Esplanada (Atrás do Anexo do Ministério da Saúde) | Brasília - DF

ABAV EXPO 2018 Conecta

ABAV EXPO 2018 Conecta
Av. Olavo Fontoura, 1209 - Portão 1 - Santana, São Paulo - SP E-mail: visit@abavexpo.com.br

segunda-feira, 7 de maio de 2018

"Itália sob ameaça de nova eleição"

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, acenou com a possibilidade de nomear um governo técnicoPresidente recebe líderes das principais forças políticas do país, em maratona de reuniões tida como a última tentativa de pôr fim a impasse político. Entre as opções, um governo técnico, que levaria a novo pleito. O presidente Sergio Mattarella acenou com a possibilidade de nomear um governo técnico, ou seja, um governo de transição, para superar o impasse político que impera na Itália desde as eleições de março. O governo seria liderado por uma figura apartidária, caso as legendas não consigam formar uma aliança que viabilize uma maioria parlamentar.
Caso seja de fato instaurado, o governo técnico deverá liderar a Itália até pelo menos o final deste ano, de modo que o Orçamento nacional possa ser aprovado. Dessa forma, novas eleições legislativas deveriam ocorrer em 2019.
Entretanto, algumas das principais agremiações políticas italianas rejeitam a possibilidade levantada pelo presidente e defendem a realização de novas eleições já nos próximos meses.Mattarella recebe nesta segunda-feira (07/05) os líderes dos partidos políticos do país, naquela que deve ser a última tentativa de obter consenso para a formação de um novo governo, dois meses após o impasse gerado pelo resultados das eleições legislativas.
A votação no dia 4 de março deixou travada a política italiana, com o Parlamento sendo ocupado por blocos minoritários que não têm a intenção ou a capacidade de trabalharem em conjunto.
Em nota divulgada na semana passada, o presidente afirmou que a última oportunidade para uma coligação entre a sigla populista antissistema Movimento Cinco Estrelas (M5S) e o Partido Democrata (PD), de centro-esquerda, "se dissipou". Após cinco rodadas de negociação entre os dois partidos, "não emergiu nenhuma pesrpectiva de maioria governamental", afirmou Mattarella.
O M5S foi a legenda que recebeu mais votos individualmente nas eleições de março (32,6%), ficando atrás apenas da coligação de centro-direita liderada pelo Força Itália, do ex-premiê Silvio Berlusconi, e pela sigla radical Liga Norte (37%). Nenhum dos grupos obteve votação suficiente para governar e tampouco conseguiu formar uma aliança que pudesse solidificar uma maioria no Parlamento.
Ao se reunir com Mattarella nesta segunda-feira, a coalizão conservadora manteve seu posicionamento, afirmando que ou se estabelece um governo de centro-direita ou devem haver novas eleições.
M5S rejeita Berlusconi
O líder da Liga Norte, Matteo Salvini, sugeriu que ele próprio deve ser o futuro primeiro-ministro do país. "Oferecemos ao presidente da República a minha prontidão, em nome da coalizão, para criar um governo que comece a resolver os problemas do país", afirmou. "Confiamos que o presidente nos dará a chance de encontrar uma maioria no Parlamento."
O MS5 rejeitou a hipótese de um governo técnico, também defendendo a realização de um novo pleito. No domingo, o líder do partido, Luigi Di Maio, chegou a afirmar que abdicaria da possibilidade de ser o novo primeiro-ministro do país, caso Salvini aceitasse escolher em conjunto um novo nome para ocupar o cargo. A medida evitaria a paralisação governamental e a nomeação do governo técnico proposto por Mattarella.
Um dos maiores entraves a uma aproximação entre o M5S e a coalizão de centro-direita é a rejeição de Di Maio a Berlusconi e o histórico de escândalos acumulados pelo ex-premiê. Relatos na imprensa italiana apontam que Salvini teria tentado convencer o líder do Força Itália a se manter de fora de um possível pacto governamental com o M5S.
Observadores afirmam que Mattarella deverá pedir aos partidos a formação do governo transitório, que teria como principal objetivo aprovar a nova lei eleitoral do país. Essa hipótese, porém, foi rechaçada pelos líderes das siglas majoritárias. "Esse governo não terá votos suficientes", advertiu Di Maio, afirmando que seu partido prefere voltar às urnas em "junho ou julho".
Pesquisas de opinião sugerem que a realização de novas eleições deverá resultar em um novo impasse político no país, uma vez que dificilmente qualquer um dos grupos conseguiria atingir a maioria parlamentar ou formar uma coalizão de governo.
Se o governo técnico for de fato nomeado, o nome cogitado para chefiá-lo seria o do ex-primeiro-ministro Mario Monti, que governou o país entre 2011 e 2013.
RC/lusa/dpa/rtr/cp

Nenhum comentário:

Postar um comentário