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terça-feira, 15 de maio de 2018

"Sem grandes surpresas, Tite convoca Seleção para a Copa 2018"

defaultEquipe brasileira vai em busca do hexacampeonato com apenas seis remanescentes de 2014. Tite tem três semanas para decidir como vai compensar ausência de Daniel Alves. A sorte está lançada. Em sua 11ª convocação no comando da seleção brasileira, o treinador Tite definiu, nesta segunda-feira (14/05), os 23 jogadores que representarão o Brasil na Copa do Mundo na Rússia. Com 15 nomes previamente definidos, a expectativa estava voltada às laterais – Filipe Luís, pela esquerda, e Danilo e Fagner, pela direita, receberam a preferência do treinador.

O Brasil vai em busca do hexacampeonato mundial com apenas seis remanescentes do elenco de Luiz Felipe Scolari de 2014 (Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar) – e somente Thiago Silva fez parte também do grupo levado por Dunga à África do Sul em 2010. Em outras palavras: 17 dos 23 convocados são estreantes numa Copa do Mundo, um torneio de tiro curto, que exige experiência e um grupo homogêneo e coeso de atletas.
Dos 23 convocados por Tite, apenas três jogam no futebol brasileiro: o goleiro Cássio e o lateral-direito Fagner, ambos do Corinthians, além do zagueiro Pedro Geromel, do Grêmio. Além disso, quatro jogadores fizeram suas estreias com a amarelinha na era Tite: o goleiro Ederson, o próprio Fagner e os atacantes Gabriel Jesus e Taison.
Desde que assumiu a seleção brasileira, em 2016, Tite convocou, testou e treinou 64 atletas. Em 19 partidas (12 pelas Eliminatórias e sete amistosos), o treinador gaúcho venceu 15 jogos, empatou três e perdeu apenas um amistoso contra a Argentina – com 42 gols a favor e apenas cinco sofridos. Sob o comando de Tite, a seleção brasileira alavancou uma classificação contundente para o Mundial, recuperou o respeito pela amarelinha no cenário mundial e está entre os grandes favoritos a levantar o caneco, em 15 de julho, no estádio Luzhniki, em Moscou. Lesão de Daniel Alves abre debate
O principal mérito de Tite frente à seleção brasileira é ter conseguido dar uma estabilidade defensiva e, principalmente, reabilitar Thiago Silva. Porém, justamente no setor defensivo – outrora único setor onde não havia dúvidas – surgiu a maior preocupação com a lesão nos ligamentos do joelho direito de Daniel Alves, o jogador que mais taças conquistou na história do futebol mundial.
Se antes havia a incógnita sobre quem convocar para ser o reserva do titular absoluto, a lesão de Daniel Alves abre o debate sobre manter ou mudar o esquema tático, sobre improvisação e sobre confiar num jogador que certamente não tem a rodagem do baiano de 35 anos. Daniel Alves é um dos melhores laterais-direito da atualidade e seu desfalque pode ser considerado um golpe duro nos planos de Tite.
O treinador tem três semanas de treinamentos para encontrar uma solução – e variantes. Jogar com três zagueiros, improvisar o zagueiro Marquinhos na lateral-direita (algo que já fez no Paris Saint-Germain) ou apostar num lateral muito menos tarimbado – e pouco testado na Seleção. Para piorar, as características de Fagner e Danilo são completamente diferentes: o corintiano não sobe tanto ao ataque e dá preferência à marcação, enquanto Danilo não é titular no Manchester City e somou a maioria dos seus minutos em campo improvisado pela esquerda.
O fôlego e a polivalência de Daniel Alves permitiam uma liberdade maior ao meio-campo da Seleção, seja para Renato Augusto, Willian, Paulinho ou Fernandinho. A estruturação ofensiva de Tite era bem balanceada, com investidas igualmente fortes pelas duas alas do campo. Entretanto, os adversários do Brasil agora enxergarão o lado direito como o ponto mais vulnerável – e saberão que o poderio ofensivo da seleção brasileira se concentrará nas subidas de Marcelo.Taison dentro, Giuliano fora
Por outro lado, embora Tite tenha afirmado que não ia conseguir "convocar todos os jogadores que estão fazendo por merecer", a convocação para o Mundial na Rússia não dá margens para muitas contestações. Pode-se discutir se Willian, Alisson, Gabriel Jesus ou Renato Augusto deveriam ser titulares, mas os recentes desempenhos certamente legitimam suas convocações.
Os pequenos pontos de discórdia são jogadores que provavelmente serão meros reservas no Mundial. Talvez a principal ausência, muito pelo que tem jogado no Fenerbahce, da Turquia, é o meio Giuliano. Presente em seis listas de Tite, Taison é a maior surpresa. Possivelmente pesou o fato de jogar pelas extremidades e também como meia-atacante, já que Tite tem o 4-2-3-1 como esquema tático predileto.
Cronograma da Seleção
Ao todo, a comissão técnica enviou 35 nomes à Fifa, mas optou em anunciar somente os 23 convocados – ao contrário de algumas outras seleções, que iniciam os treinamentos com um grupo maior. Estes 35 nomes formam a lista de pré-inscritos na Copa do Mundo. O único nome que Tite resolveu divulgar foi o do zagueiro Dedé, do Cruzeiro.
Caso Tite tiver que cortar um jogador, como foi o caso com o volante Emerson em 2002 ou com Romário em 1998, ele poderá apenas completar o elenco com jogadores que estão entre os pré-inscritos. As 32 seleções tem até 4 de junho para enviar à Fifa a lista final dos 23 convocados.
O cronograma da Seleção prevê a apresentação dos primeiros atletas em Teresópolis, na Granja Comary, em 21 de maio. Depois de uma semana de treinamentos, a equipe viaja em 27 de junho para Londres. Na agenda estão dois amistosos: contra a Croácia, em 3 de junho, em Liverpool, e contra a Áustria, em 10 de junho, em Viena. No dia seguinte, o Brasil inicia em Sochi a preparação final.
O Brasil é cabeça-de-chave do Grupo E. A estreia será contra a Suíça, em 17 de junho, em Rostov. Em seguida, enfrentará a Costa Rica, em 22 de junho, em São Petersburgo. A seleção fecha a fase de grupos contra a Sérvia, em 27 de junho, em Moscou, na Arena Otkrytie, estádio do Spartak Moscou.
Confira a lista com os 23 convocados para a seleção brasileira:
Atleta (clube/país) – participação em Copas – jogos pela seleção (sob Tite)
Goleiros:
Alisson (Roma/ITA) – Copa: estreia – 24 jogos (15)
Ederson (Manchester City/ING) – Copa: estreia – 1 jogo (1)
Cássio (Corinthians) – Copa: estreia – 1 jogo (1)
Laterais:
Danilo (Manchester City/ING) – Copa: estreia – 16 jogos (1)
Fagner (Corinthians) – Copa: estreia – 4 jogos (4)
Marcelo (Real Madrid /ESP) – Copa: 2014 – 52 jogos (10)
Filipe Luís (Atlético de Madri/ESP) – Copa: estreia – 31 jogos (5)
Zagueiros:
Miranda (Inter de Milão/ESP) – Copa: estreia – 44 jogos (14)
Thiago Silva (Paris Saint-Germain/FRA) – Copa: 2010 e 2014 – 68 jogos (10)
Marquinhos (Paris Saint-Germain/FRA) – Copa: estreia – 24 jogos (13)
Pedro Geromel (Grêmio) – Copa: estreia – 2 jogos (2)
Meio-campistas:
Casemiro (Real Madrid/ESP) – Copa: estreia – 22 jogos (11)
Fernandinho (Manchester City/ING) – Copa: 2014 – 42 jogos (13)
Paulinho (Barcelona/ESP) – Copa: 2014 – 48 jogos (16)
Renato Augusto (Beijing Guoan/CHN) – Copa: estreia – 28 jogos (17)
Philippe Coutinho (Barcelona/ESP) – Copa: estreia – 35 jogos (17)
Willian (Chelsea/ING) – Copa: 2014 – 55 jogos (17)
Fred (Shakhtar Donetsk/UCR) – Copa: estreia – 7 jogos (1)
Atacantes:
Neymar (Paris Saint-Germain/FRA) – Copa: 2014 – 83 jogos (13)
Gabriel Jesus (Manchester City/ING) – Copa: estreia – 15 jogos (15)
Roberto Firmino (Liverpool/ING) – Copa: estreia – 19 jogos (8)
Douglas Costa (Juventus/ITA) – Copa: estreia – 24 jogos (7)
Taison (Shakhtar Donetsk/UCR) – Copa: estreia – 6 jogos (6)
Philip Verminnen/Caminho Político

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