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terça-feira, 10 de julho de 2018

“Amigos” lutam por base eleitoral de Mauro Savi'

O deputado estadual Mauro Savi (DEM) vê a cada dia seu projeto de reeleição tornar-se mais distante. Preso no Centro de Custódia de Cuiabá, denunciado com outros 57 investigados por suposto envolvimento em esquema de fraudes no Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Detran/MT), sendo apontado como liderança de organização criminosa. Savi pode perder a oportunidade de participar das convenções eleitorais, sendo que o prazo para que partidos realizem as convenções acaba no dia 5 de agosto. Enquanto isso, conforme fontes ouvidas pelo jornal Centro-Oeste Popular, algumas pessoas que se dizem amigos torcem para que o deputado permaneça preso. “Já tem gente, amigos que batiam nas costas de Mauro Savi, que já estão visitando a base eleitoral de olho nos votos dele naquela região”, frisou a fonte ouvida pelo CO Popular.
É bom lembrar que Mauro Savi foi o deputado mais votado nas últimas eleições, alcançando impressionantes 55.233 votos, tendo Sorriso como seu município base. E são esses votos que estão fazendo com que os “amigos” torçam para sua permanência no CCC, embora não levem em conta que Savi sabe de muita coisa e pode vir a colaborar com a Justiça, e uma suposta delação poderia fazer com que muitos desses “companheiros” passem por longo período na prisão.
Enquanto mantém seu projeto eleitoral, Mauro Savi vem enfrentando uma verdadeira batalha no Judiciário. Até o momento, teve cinco apelos rejeitados pela Justiça. Savi encontra-se preso no CCC desde o dia 09 de maio, acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de integrar o núcleo de liderança do esquema delatado pelo ex-presidente do Departamento Estadual de Transito (Detran) de Mato Grosso, Teodoro Lopes, o ‘Doia’, delação essa responsável pela deflagração da Operação Bereré.
O primeiro pedido foi negado pelo desembargador José Zuquim Nogueira, que decretou a prisão de Savi, sendo que posteriormente o habeas corpus foi negado em decisão de mérito pelo Pleno do Tribunal de Justiça. O parlamentar também já teve duas decisões liminares desfavoráveis no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Além disso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também já se manifestou contra o pedido de soltura de Savi, protocolado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso no STF. A reclamação também está sob a relatoria da ministra Rosa Weber.
No parecer, a procuradora citou o que classificou como “alarmante grau de comprometimento” de deputados estaduais em investigações e processos criminais e disse que o Legislativo Estadual ignorou a gravidade dos crimes cometidos por Savi, bem como agiu manifestamente na defesa da pessoa e não das prerrogativas do cargo.
Segundo as investigações, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados por conta do contrato com o Detran retornava como propina a políticos e empresários, dinheiro esse que era “lavado” pela Santos Treinamento - parceira da EIG no contrato - e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados.
O deputado é apontado como um dos líderes e maiores beneficiários do esquema. O Ministério Público Estadual (MPE) afirmou que ele recebia propinas milionárias através do empresário Claudemir Pereira, então sócio da Santos Treinamento. Savi ainda teria exigido R$ 1 milhão dos sócios da EIG, em 2014, para aceitar encerrar as negociações ilícitas.
Operação Bereré
De acordo com as investigações, entre os meses de julho e agosto do ano de 2009, quando Teodoro Moreira Lopes o “Dóia” ocupava o cargo de presidente do Detran, foi convocado para uma reunião no gabinete do deputado Mauro Savi. No local estavam presentes, além do parlamentar, Marcelo da Costa e Silva e Roque Anildo Reinheimer, ambos investigados no caso.
Na ocasião, Marcelo Silva e Roque Anildo teriam oferecido a Dóia a execução da atividade de registro junto ao Detran dos contratos de financiamento de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil, de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor dizendo que apresentariam ao então presidente da EIG Mercados.
Conforme, o MPE, na ocasião a empresa se oferecia a formular contrato administrativo com o Detran para prestar o serviço de registro de contratos junto à entidade de trânsito. Na oportunidade, um dos sócios da empresa, a fim de garantir a prestação de serviços, teria se comprometido a repassar o valor equivalente ao pagamento de um mês às campanhas eleitorais do deputado Mauro Savi e do então governador Silval Barbosa.
Os promotores dizem que a promessa teria sido cumprida no valor de R$ 750 mil para cada um dos candidatos, logo após a assinatura do contrato.
Para que a empresa fosse a vencedora do edital, na época o antigo presidente do Detran determinou que a comissão de licitações do Detran confeccionasse o edital de licitação nos mesmos moldes que a empresa FLD Fidúcia - hoje EIG Mercados - já havia vencido no Piauí. Desde então, segundo o MPE, a empresa é responsável pelo pagamento de propinas a organização criminosa.
Consta nas investigações que após a assinatura do contrato administrativo, "Mauro Savi, Claudemir Pereira dos Santos, Teodoro Lopes e outros investigados se organizaram a fim de garantir a continuidade do contrato, formando uma rede de proteção em troca do recebimento de vantagens pecuniárias da parte da FDL, propina na ordem de 30% (trinta por cento) do valor recebido pela FDL do Detran repassado por intermédio de empresas fantasmas que foram criadas em nome dos integrantes da rede de proteção do contrato".
"Esquema que teve continuidade com a mudança de Governo e a participação de Paulo César Zamar Taques e seu irmão Pedro Jorge Zamar Taques", afirmou o MPE.
Os promotores explicam que no ano de 2015 - quando Silval da Barbosa deu lugar ao atual governador Pedro Taques -, ao ter informações do esquema de recebimento de propinas operado dentro do Detran, Paulo Taques e Pedro Zamar Taques - primos do governador - apropriaram-se do esquema de recebimentos, com ajuda de José Kobori.
Em depoimento colhido junto a um dos proprietários da empresa EIG Mercados Ltda, foi revelado ao MPE que após acertar os pagamentos com a antiga gestão Silval Barbosa a EIG Mercados contratou Valter Kobori como CEO (Chief Executive Officer). Desde então seria ele a pessoa responsável em receber pessoalmente a propina sob título de bônus pelos serviços pessoais prestados a empresa e repassar o dinheiro para Paulo Taques.
Segundo o depoimento as negociações foram feitas antes mesmo do resultado das eleições de 2014 onde José Kobori já havia combinado com Paulo Cesar Zamar Taques o auxílio para manutenção do esquema.
Da Redação
copopular/Caminho Político

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