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domingo, 8 de julho de 2018

"ANGOLA: Dezenas de toneladas de arroz desperdiçadas em Angola"

Die Last auf den Schultern der neuen Regierung - Nigeria vor der Wahl (DW/S. Duckstein)Cerca de 250 toneladas de arroz estão armazenadas na província do Cunene desde 2014 sem qualquer destino atribuído. Autoridades admitem que mais de metade deste cereal esteja deteriorado e já só sirva para ração animal. A população da região sul de Angola, nomeadamente da Huíla, Cunene e Namibe, vive assolada pela fome e pela seca. Apesar desse cenário, o Governo angolano deixou estragar 150 das 252 toneladas de arroz que mantinha guardadas no sul do país. O cereal encontra-se armazenado desde 2014 e estava à espera de autorização para ser descascado. Segundo Carlos Paim, presidente do conselho de administração da Gesterra - empresa pública encarregada da gestão das terras aráveis - o processo de descascamento do arroz já começou. Mas em declarações à Rádio Nacional de Angola (RNA), o responsável admite que o produto estragado servirá para ração animal ou destruição."O processo de transformação destes produtos já começou. Rapidamente esses produtos vão chegar à mesa do consumidor. Os que que não estiverem em condições para serem comercializados vão ter outro destino: ou para ração animal ou para destruição”, assevera.
Armut in Angola LuandaResponsabilização criminal
Muitos cidadãos pedem a responsabilização criminal das pessoas envolvidas na deterioração do arroz. A Gesterra descarta qualquer responsabilidade e acusa a antiga direção do Fundo Soberano de Angola pelo sucedido.
Este caso relançou o debate sobre o escoamento de produtos do campo para a cidade. Quase sempre, os empresários angolanos queixam-se de perdas consideráveis por falta de condições para o transporte dos produtos."Só quem anda ou visita as zonas rurais sabe os problemas que os próprios agricultores têm para chegar às próprias lavras, porque as lavras ficam distantes da aldeia e tem que se andar quilômetros”, explica Francisco Paulo, economista e investigador do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola.
O acadêmico sublinha que faltam investimentos públicos para a reabilitação e construção de estradas nacionais, provinciais e locais para se acabar com o problema de circulação e distribuição de produtos agrícolas.
Angola Konservenhandel Markt in Cabinda"Tem de haver um sistema coordenado entre o Ministério do Urbanismo e Habitação, o Instituto Nacional de Estradas e o Ministério dos Transportes para nós conseguirmos criar um sistema de logística nacional para a distribuição dos produtos nacionais”, defende Francisco Paulo. "Porque muitos produtos perdem-se e isso desincentiva a criação e investimento no setor agrícola. Isto é um problema de investimento público”, frisa o investigador.
Três mil milhões de dólares em comida importada
Angola vive essencialmente da importação de produtos. O Governo gasta mais de três mil milhões de dólares por ano para importar bens alimentares.
"Mais de 40% dos empregos criados em 2016 estão no setor agrícola. Apostar na agricultura é a melhor forma de reduzirmos a pobreza. Muitas dessas senhoras a vender de forma ambulante, e também jovens, vieram das zonas rurais e alguns tinham lavras. Mas preferem vender produtos importados na rua. Podiam muito bem ser usados como mão-de-obra na questão de distribuição agrícola”, sugere Francisco Paulo.
Manuel Luamba (Luanda)Caminho Político

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