Águas Cuiabá - Iguá Saneamento

Águas Cuiabá - Iguá Saneamento
Av. Gonçalo Antunes de Barros, 3196 - Carumbé - CEP 78050-667 - Cuiabá-MT • Telefones: 0800 646 6115

ANUNCIE AQUI!

ANUNCIE AQUI!
SUA EMPRESA COM MAIS VISIBILIDADE E VENDA

Certificado de Responsabilidade Social

Prefeitura de Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá
Praça Alencastro, nº 158 - Centro - CEP: 78005-906

ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão

ABERT -  Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
SAF/SUL Qd 02 Bl D Sl 101 Ed.Via Esplanada (Atrás do Anexo do Ministério da Saúde) | Brasília - DF

domingo, 16 de setembro de 2018

"Automaticidade e medo, e seus reflexos na escolha política"

O ritmo da vida moderna vem exigindo cada vez mais que o ser humano tome decisões instantâneas e que use com frequência de “atalhos” para tal. Atrelado ainda a pressa, ao estres, a incerteza, a indiferença e ao descrédito da classe política, tem tornado o brasileiro cada vez mais confuso e cansado, e diante de um turbilhão de informações de momento, ele é quase que obrigado a enfocar apenas frações dessas mesmas informações disponíveis para tomar decisões sobre as cobranças incessantes do dia a dia, e muito mais para as escolhas política. É preciso observar bem a isso, pois outubro vem ai e os verdadeiros políticos bagres ensaboados estão à solta impondo mentiras e medo para o eleitor. Verdadeiro terrorismo mental. Muitas pessoas até se apresentam como “espertas” para discernir sobre isso, contudo o que se vê é que muitos se deixam levar pelas velhas raposas, fazendo parecer muito mais como tolos ou coisa pior. Claro que o elogio de “tolo” vale propriamente para os “apadrinhados e fanáticos de plantão”, que pelas redes sociais; WhatsApp, Facebook e outros mais, se degradam em favor de candidatos fichas-sujas já que dependem verdadeiramente da “babação” para viver.
Aliás, se retirarem “esses” dessa situação, morrem por inanição já que não sabem fazer outra coisa, senão “puxar”. O escritor e psicólogo social Robert B. Cialdini explica muito bem sobre “esse tipo” no livro: As armas da persuasão.
Nestes dias de campanha eleitoral não é difícil deparar com políticos camaleões, que mudam de cor conforme a situação e ambiente. Com variedades de opções de estilos, tem político que tenta esconder as falcatruas do passado, e se apresenta como a verdadeira novidade, mesmo estando como dinossauro na política, onde muito se enriqueceu a custa do erário público. Num passe de mágica, os canalhas de ontem se transformaram em anjinhos do hoje. Outros tentam se perpetuar no poder com a chamada “familiocracia política”, passando poder de pai pra filho, de irmão pra irmão, de esposa para marido, e por ai vai. Isso corre a rodo e na maior cara dura. Só não vê quem não quer.
Ora! O ser humano tem mecanismos celebrais eficazes e insuperáveis na capacidade de analisar a enormidade desses fatos e frear isso. O eleitor precisa analisar isso com cautela e escolher pelo menos aquele que de fato representa a verdadeira novidade. Numa entrevista recente ao Jornal Folha de S. Paulo, o escritor Steven Pinker retrata algo nesse sentido: o medo. Fala do negativo como um todo, e que o lado “ruim” das coisas é muito forte, e seus efeitos psicológicos naquilo que pode dar errado, sobrepõe o que pode dar certo. Ele diz que a tendências de lembrar-se dos acontecimentos negativos, do que positivos. Dessa forma, a mentira e o medo, podem se tornar um atrativo comum na hora de se tomar uma decisão sobre algo ou alguém. Isso é bem válido na hora do eleitor votar sem empregar ao candidato escolhido todas as informações disponíveis sobre ele. Vale alertar que usar apenas partes isoladas, como medo ou reciprocidade, e afeição, do total, pra decidir por aqueles que irão representa-los na política, é no mínimo uma insensatez. Primeiro se atente para a coerência e a aprovação, ou os erros serão crassos.
Como simples mortal, o homem tem as suas limitações de capacidade, contudo, visando à eficiência e o bem coletivo, deve parar pra pensar e analisar, e com certeza a mente se norteará pelo certo. Por isso é necessário tomar uma decisão demorada, sofisticada e plenamente informada do presente, e muito mais sobre o passado do político. Trocar a resposta automática e até primitiva, baseada em apenas quesitos pertinentes à situação do momento, para uma resposta mais apurada. Rejeitar as pistas solitárias (automaticidade e medo), e se inclinar ao tempo, a energia ou aos recursos cognitivos necessários para realizar uma análise completa da situação. Caso contrário, se regride em escolhas erradas ao ponto de aceitar o velho ditado: no fundo o brasileiro merece os políticos que têm.
Elizeu Silva é jornalista em Mato Grosso elizeulivramento@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário