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domingo, 16 de setembro de 2018

"Tempos de Guerra"

Resultado de imagem para Ricarte de FreitasNo plano nacional, Bolsonaro está cristalizado e já tenho certeza da sua presença no segundo turno. Em MT, Mauro vai se consolidando.Está quase no fim. Ainda bem. O país vive tempos nunca vistos. Jamais uma eleição presidencial chega tão próxima ao final tendo como pano de fundo um país dividido, estarrecido e sem rumo. A facada em Jair Bolsonaro foi algo inominável. Além de um crime contra a Segurança Nacional, como foi enquadrado, foi, sim, um atentado político. Não adianta querer descaracterizá-lo como uma ação isolada de um lunático. Nenhum insano, desempregado, paga hotel adiantado, em dinheiro, além de portar notebook e 4 celulares. Pior. Nem bem havia sido preso, já tinha a sua disposição advogados de reconhecida notoriedade em MG. E a conta? Cortesia? Me engana que eu gosto. Tenho certeza de que a PF cumprirá seu papel na identificação dos responsáveis enquadrando-os para a punição devida.
A cristalização dos votos de Bolsonaro ficou escancarada e já nos traz a certeza de que estará no segundo turno. Contra quem? A guerra que se instalará em busca dos votos que seriam destinados a Lula vai ficar cada vez mais evidente, com Ciro querendo os votos nordestinos e Haddad, o novo poste, tentando conquistar o que puder para ser o ungido na disputa.
Marina derreteu. Alckmin, com todo poderio televisivo, continua empacado e sem qualquer chance aparente de surpreender. É o picolé de chuchu na versão “Tolerância Zero” que ainda tem de explicar o envolvimento em corrupção de aliados importantes como os governadores tucanos do Paraná e Mato Grosso do Sul, além de denúncias graves em seu estado. Vida dura.
Diante do quadro, já não são poucos os que acreditam que Bolsonaro poderá chegar à vitória ainda no primeiro turno. Outros, entretanto, acreditam que com rejeição acima de 40% não teria qualquer chance. Jamais houve um eleito com rejeição acima de 32%. Como jamais houve eleições como essas para serem comparadas, não parece impossível mais nada.
Com o quadro agravado em mais uma cirurgia de emergência feita na noite de quarta, após aderências no intestino delgado causarem uma obstrução, e apesar do sucesso da mesma, é possível que Jair Bolsonaro fique impedido de atividades de campanha mesmo no segundo turno. Uma militância aguerrida que aumenta a cada dia, além de forte presença nas redes sociais, somado ao fato de ocupar o maior espaço no noticiário político de todas redes de radio e TV, blindam uma possível queda dos índices. O crescimento no voto espontâneo aferido pelo Ibope, com aumento de 6% percentuais deixou todas as demais campanhas enlouquecidas com a estratégia a adotar.
Aqui, na terra de Elonil de Arruda (1957-1999), comediante, jornalista, professor, ator, cantor, diretor, Liu Arruda, que perpetuou para a história os trejeitos do povo cuiabano, eternizando para sempre, o modo peculiar da fala, da cultura e da vida social, as coisas caminham para um final não tão incerto. As últimas pesquisas ainda mostram um quadro que leva o eleitor a imaginar um segundo turno com Mauro Mendes, bem à frente de seus adversários, Wellington Fagundes e Pedro Taques, que mantém-se empatados tecnicamente.
A campanha de Taques parece derreter a cada dia, embora quem o ouça tenha a impressão de que fala das realizações feitas como governador de um Mato Grosso imaginário existente apenas na sua cabeça. Ataques que já eram esperados acusando seus adversários de corrupção, tentam esconder o “rabo” deixado para trás em seu governo, já campeão de prisões de figuras do alto escalão presos. É o coxo falando do aleijado. Agora, na condição de “vidraça”, passa a viver o tempo das explicações de seu nome constar em tantas delações, como as de Silval, Perminio Pinto, Alan Malouf. Além das acusações estarrecedoras do Cabo Gerson. Acusa Mauro de ser sócio de Silval e que este o está apoiando, mas quando Silval acusa-o de ter-lhe pedido dinheiro para a campanha de 2014 – e que deu – em troca de não investigar o seu governo, aí as delações são mentirosas…
Já disse aqui, em artigo anterior, que o tempo das maiores mentiras é o tempo da propaganda de guerra e o da propaganda eleitoral. Vale tudo para manter a tropa estimulada e unida. Assim também é em Mato Grosso. Todos mentem e prometem o que jamais serão capazes de cumprir, além de não apresentarem propostas efetivas, reais de como administrarão um estado em pior situação do que a recebida por este governo.
Wellington Fagundes continua sem empolgar e sem mobilizar a militância. A menos de 25 dias das eleições, sua campanha ainda não começou em Cuiabá e Várzea Grande, o maior polo eleitoral do estado. O lançamento de sua candidatura em sua base principal, Rondonópolis, segundo quem esteve lá, mais parecia lançamento de candidatura de um deputado estadual. Aliás, Wellington é o responsável pelo momento político por que passamos. Há um ano fazia campanha se intitulando verdadeira oposição ao governo que aí está. Tinha tudo para fazer uma grande arrancada. Se tivesse feito, Mauro Mendes nem seria candidato, pois preferiria apoiá-lo. Deu no que deu. Hoje Wellington já não se diz oposição com veemência, ataca Mauro Mendes como se fosse o seu inimigo e deixa dúvidas quanto a um jogo combinado com o governador. Sua militância continua desanimada procurando um rumo para uma campanha que parece já ter nascido morta. Corre o risco de sair menor do que entrou.
Mauro Mendes mantém liderança indiscutível, neste momento. Poderá não ser assim até o final. Taques elegeu-o como alvo principal a ser destruído. Relembra a todo instante que a coligação liderada por Mauro conseguiu reunir o que há de pior na política, e que a vitória seria o maior desastre a acontecer a Mato Grosso. Para Pedro Taques, somente a destruição, mesmo que a qualquer preço, de Mauro, poderia lhe dar uma sobrevida num segundo turno com aquele que quer destruir. Para Taques, disputar no “mano a mano” com Mauro sangrando, estropiado, será mais fácil sonhar com um segundo governo. E dane-se o povo.
Ainda haverá muita baixaria pela frente, como temos dito aqui frequentemente. A insatisfação e incredulidade do eleitor está sendo posta à prova a todo instante. Há um medo no ar de novos lances inesperados. Que não sejam tiros ou facadas.
Ricarte de Freitas Advogado, analista político e ex-parlamentar estadual e federal

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