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sábado, 11 de maio de 2019

"Partido governista perde força na África do Sul"

Apuradora de votos mostra folha de papel, cercada por fiscais durante contagem de voto na África do SulCNA mantém maioria no Parlamento, mas perde eleitores. Pela primeira vez, legenda, que teve como maior ícone Nelson Mandela, não consegue alcançar 60% dos votos."O DA perdeu parte de sua base central para partidos como o FF+, mas também ganhou alguns dos eleitores desiludidos do CNA. No entanto, eles não se beneficiaram do declínio do CNA, que beneficiou apenas o EFF", acrescenta. De acordo com Mbete, o DA esperava festejar as perdas do CNA. "Eles não o fizeram. Eles cresceram, mas não tiraram todas as vantagens disso."
Parece que o DA não é mais o lar político de muitos eleitores brancos, enquanto o partido também fracassou em atrair muito mais eleitores negros. É aí que o EFF entra em jogo; partido defensor da reforma agrária sem compensação para os agricultores brancos e que oferece uma oposição mais radical à política do CNA, denunciando a corrupção profundamente enraizada do partido governista.
O EFF pôde, assim, obter ganhos em comparação com cinco anos atrás, mas deve ficar com pouco mais de 10% – pouco diante dos 14% previsto por alguns antes da votação.
Presidente da África do Sul, Cyrill Ramaphosa, no meio de uma multidão, fala com jornalistasHá outro fator crucial a considerar: o comparecimento às urnas foi de 65%, em vez dos 72% previstos. Este é um sinal da desilusão dos eleitores, segundo analistas. Olhando para a sociedade desigual da África do Sul, o analista político Makhosini Mgitywa acredita que os eleitores sul-africanos podem ter sido influenciados pelos esforços do CNA para se redimir.
"O CNA elegeu um líder que não apenas fala sobre, mas também atua contra a corrupção", afirma. "As pessoas veem essas coisas e pensam: 'o CNA vai conseguir mudar'."
Mgitywa acredita que o partido governista ainda tem muito trabalho pela frente. "Agora a chave está com Cyril Ramaphosa e o ministério que ele vai nomear."
Martina Schwikowski (md)/Caminho Politico

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