
O produtor rural ressalta que a produção teve início de forma tímida no assentamento em que moravam. “Plantamos nos 40 lotes e vendemos a produção para a indústria de polpa. Com a entrega, não sobrou nada da primeira colheita. Mas, não desanimamos. Meu pai nos incentivou a plantar novamente. Dessa vez, começamos a vender na rua e em barraquinhas nas feiras. Então, percebemos que, por ser tudo manual, até a limpeza era muito difícil”, destaca.
CULTIVO E COMERCIALIZAÇÃO – O produtor rural explica que a variedade mais consumida na região é o abacaxi pérola, o que motivou sua escolha para cultivo e comercialização. “Nós optamos por plantá-lo por perceber nele uma fonte de renda. É uma fruta que serve tanto para mesa quanto para sucos. Ou seja, para consumir in natura. O custo de produção fica em torno de R$ 25 mil por hectare, sendo que cada hectare rende de 35-38 mil abacaxis por colheita", avalia.
Silvano complementa que a produção é comercializada em Mato Grosso. "Vendemos o abacaxi na região de Tangará da Serra, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Juína e enviamos até para Juruena. Contudo, a lucratividade varia entre 10-35%, pois depende do terreno em que as mudas são plantadas – que, em grande parte, é argiloso. Em média, as safras apresentam frutas de 1,4 kg para venda", reforça.
E a previsão é de ampliar a plantação em 2020. “Todo ano projetamos uma meta de crescimento de plantio de 5%. Já temos equipamentos novos como pulverizadores e um trator grande – como o 5078e cabinado, que ajuda muito por conta do nosso solo. Mas, tenho muita vontade de fazer um plantio utilizando tecnologia de precisão, como já é oferecida pelos maquinários da John Deere – que somos clientes pela Áster Máquinas. Acredito que devagar chegamos lá com o melhor abacaxi do mundo”, finaliza.
ZF PRESS/Caminho Político
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