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domingo, 28 de julho de 2019

"Hábitos alimentares, estresse e sedentarismo favorecem a constipação intestinal, alerta nutricionista de MT"

A constipação intestinal também é conhecida como prisão de ventre, intestino lento, intestino ressecado, intestino preso, entre outros. A constipação intestinal é um problema que atinge uma parcela considerável da população brasileira e, de acordo com a nutricionista Fernanda Branco, que integra a equipe multidisciplinar do Instituto de Gastro e Proctologia Avançado (IGPA) de Cuiabá, pode ser resultante de fatores como dieta alimentar irregular, estresse, sedentarismo e baixa hidratação.
A nutricionista explica que constipação intestinal é uma alteração no funcionamento do intestino com duração mínima de três meses onde o paciente poderá ter uma frequência evacuatória menor que três vezes por semana com alteração no ato de evacuar e na qualidade das fezes, ou seja, fezes ressecadas com muita dificuldade para expelir.
“Também conhecida como prisão de ventre, intestino lento, intestino ressecado, intestino preso, entre outros, a constipação intestinal se for sentida ocasionalmente não é considerado um problema sério. Porém se o distúrbio se torna rotina e a sensação de mal-estar é constante, é preciso prestar atenção”, orienta Fernanda Branco.
Se a pessoa observar alguma mudança nos hábitos intestinais persistindo por mais de duas semanas, constipação por mais de sete dias, mesmo depois de esforços como mudança na dieta e exercícios físicos, sangue nas fezes e forte dor abdominal, a nutricionista Fernanda Branco orienta que um profissional médico seja procurado.
“E geralmente o médico orienta o paciente a recorrer a um nutricionista para a elaboração de uma dieta que ajude no tratamento da constipação”, observa Fernanda Branco.
A especialista explica alguns fatores que favorecem a constipação, a exemplo do consumo inadequado de fibras, baixa hidratação, sedentarismo e excesso de proteína animal e alimentação rica em fast foods. “Se você é adepto das dietas com alto consumo de carnes, queijos e embutidos, associados ao baixo consumo de frutas e cereais integrais, essa pode ser a causa da sua prisão de ventre”.
Outros fatores como o uso de medicamentos, como antidepressivos, alguns usados no emagrecimento e até suplementos de cálcio e ferro, podem alterar a frequência evacuatória.
“Excesso de bebidas alcoólicas, açúcares, cafeína e produtos industrializados, como conservantes e corantes, podem desequilibrar a flora intestinal favorecendo a prisão de ventre”, completa a nutricionista, citando ainda patologias como depressão, hipotireoidismo descompensado, estresse, ansiedade e condições que reduzem a mobilidade como fortes causadores da constipação intestinal.
“Sabe o que é pior? Não investigar e tratar as causas acima e se viciar em laxante! Com o decorrer do tempo você terá o comprometimento do plexo nervoso intestinal piorando o quadro e fazendo com que você dependa cada vez mais desses medicamentos! Cuide da sua saúde intestinal!”, alerta Fernanda Branco.
O IGPA, localizado na Rua Barão de Melgaço, em Cuiabá, é especializado em Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) e conta com uma equipe profissional multidisciplinar como coloproctologista, gastroenterologista, nutricionista e fisioterapeuta.
Sandra Carvalho/Caminho Político
Foto: Priscila Russo

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