
O parlamentar é autor do Projeto de Lei 4071/2019, que considera agravante o estupro de vulnerável quando praticado por quem, por parentesco ou atividade profissional, tinha o dever de proteção da vítima. O texto do PL sugere o aumento de um terço ou até a metade da pena.
"As consequências desse crime horrível ficam no corpo e na mente das vítimas, quando elas sobrevivem, pois muitas delas perdem a vida em função da violência praticada no estupro. Custo a acreditar que pais e familiares tenham a coragem de cometer uma covardia dessas, mas devemos punir com mais rigor também quem se aproveita da profissão ou posição hierárquica, e a conduta vai no sentido contrário", enfatiza Heitor Freire, citando, como exemplo, o caso do ex-técnico da seleção brasileira masculina de ginástica artística, acusado por cerca de 40 atletas de abuso sexual.
"Esses casos causam nojo e repulsa, e retratam o quanto a conduta de certas pessoas pode ser tão absurda. Aquele a quem os pais da criança confiam a segurança, imaginam estar contribuindo para a formação de seu intelecto, realização dos sonhos de formação, é justamente quem se aproveita do seu papel profissional para causar traumas imensuráveis à vítima. Por isso, é fundamental aprimorar a legislação penal, tornando-a mais rígida e com agravante punitivo compatível com a repulsa que provoca", afirma o deputado federal.
O crime de estupro tem a pena máxima da legislação brasileira, podendo chegar a até 30 anos em regime fechado. O PL 4071/2019 aguarda o despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
Camila Lima/Caminho Político
Nenhum comentário:
Postar um comentário