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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

"Ministro diz que novo instituto vai unificar a política pública de difusão cultural no exterior"

Durante audiência pública na Comissão de Cultura, Ernesto Araújo disse que não houve "propriamente" uma invasão da embaixada da Venezuela.O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, defendeu nesta quarta-feira (27), na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, a criação do Instituto Guimarães Rosa, para difundir a cultura brasileira no exterior. “Um país que deseje ter um lugar de destaque no mundo necessita ter uma instituição cultural pujante
para a sua presença no exterior e nós achamos que o Brasil tem essa demanda, que o Brasil tem condições de possuir, como diriam os franceses, uma irradiação cultural muito maior do que na atualidade”, afirmou.
Araújo disse que a ideia é unificar a política pública de difusão cultural no exterior, nos moldes do que é feito, por exemplo, pelo Instituto Camões (Portugal) e pela Aliança Francesa, para fortalecer a imagem positiva no Brasil mundo afora.
O chanceler afirmou que, além da cultura, o Instituto Guimarães Rosa também pretende privilegiar a divulgação da língua portuguesa.
“Queremos especificamente fomentar o bilinguismo aqui na Iberoamerica, por meio de parcerias com instituições ou mesmo unilateralmente, por meio da contratação de professores de Português para atividades curriculares”, disse.
O ministro reconheceu que o novo instituto nasce em meio a uma escassez de recursos. Segundo ele, a área de difusão cultural do Itamaraty recebeu, em 2019, R$ 36 milhões (US$ 9 milhões). No mesmo período, disse que o Instituto Camões teve US$ 26 milhões, e o Instituto Cervantes (Espanha), US$ 142 milhões.
Venezuela
Antes da apresentação sobre o instituto, o ministro foi questionado por vários deputados sobre temas de política externa. Ele não reconheceu como invasão a entrada de um grupo de 15 pessoas na embaixada da Venezuela em Brasília, no dia 13 de novembro, quando o prédio foi ocupado por partidários do líder opositor venezuelano Juan Guaidó, reconhecido pelo governo Bolsonaro como presidente do país vizinho.
"Meu entendimento é de que não houve uma invasão, propriamente", disse ele, explicando que funcionários da embaixada deram acesso a pessoas ligadas à embaixadora indicada pelo "governo legítimo" de Guaidó. No entanto, houve confronto com pessoas ligadas ao presidente Maduro, e ele pediu a intervenção da polícia.Posições agressivas
O ministro das Relações Exteriores foi criticado por deputados da oposição por tomar posições consideradas agressivas em relação a governos de países que não estariam alinhados ao governo Bolsonaro. Ele enfatizou que o Itamaraty foca nos interesses brasileiros, mas invocou o direito de defender princípios e valores de maneira firme.
A deputada Bia Kicis (PSL-DF) reclamou que o foco da audiência pública foi mudado, mas apoiou a política externa do governo. “Eu fico muito feliz porque o Brasil, que já estava sendo considerado um anão diplomático, está recuperando a sua posição que outrora foi de gigante diplomático”, disse.

O deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ), autor do pedido para a realização do debate, pensa diferente: “Essa audiência serviu para mostrar que a política externa brasileira é cheia de preconceito, é cheia de conceitos mal formulados, ela vai contra todas as tradições diplomáticas do Brasil, contra os próprios interesses nacionais”, afirmou o deputado, que é diplomata de carreira.
Reportagem - Cláudio Ferreira
Edição - Wilson Silveira
Caminho Político

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