Complexo Hospitalar de Cuiabá

Complexo Hospitalar de Cuiabá
CENTRAL DE ATENDIMENTO 55 65 3051-3000

Águas Cuiabá

Águas Cuiabá
Av. Gonçalo Antunes de Barros, 3196 - Carumbé Av. Gonçalo Antunes de Barros, 3196 - Carumbé 78050-667 - Cuiabá / MT 0800 646 6115

Prefeitura de Tangará da Serra

Prefeitura de Tangará da Serra
Endereço: Avenida Brasil, 2351 - N, Jardim Europa 65 3311-4800

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

CÂMARA MUNICIPAL  DE CUIABÁ
Praça Moreira Cabral - Centro - s/n - Cuiabá-MT - Fone: (65) 3617-1500

domingo, 19 de janeiro de 2020

"Conferência para paz na Líbia reforça embargo de armas"

Líderes mundiais reunidos em Berlim para conferência de paz para LíbiaCúpula em Berlim se encerra com o comprometimento para suspensão de todo apoio militar internacional aos partidos em conflito no país norte-africano. À margem, premiê Johnson confronta Putin sobre caso Skripal. Aliados internacionais do governo apoiado pela Organização das Nações Unidas na Líbia e forças rebeldes lideradas pelo general Khalifa Hafter entraram em acordo, neste domingo (19/01), para respeitar um cessar-fogo iniciado há uma semana e um embargo de armas decretado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, no contexto da guerra civil que assola o país há cinco anos.
O pacto foi selado na conferência em Berlim organizada pelo governo da Alemanha e pela ONU. Esta foi a primeira vez em que se reuniram todos os atores relevantes no conflito. Entre os presentes estavam o presidente do Governo do Acordo Nacional da Líbia (GNA), Fayez al-Sarraj, apoiado pela Turquia, e Hafter, homem forte do leste do país, liderando o autointitulado Exército Nacional Líbio (LNA) com apoio da Rússia.
"Podemos dizer que a Conferência da Líbia fez uma importante contribuição aos esforços de paz da ONU", afirmou a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, em entrevista coletiva. "Não há possibilidade de uma solução militar. Precisamos de uma solução política."
Apesar do otimismo, Merkel se disse ciente de que o acordo não resolve todos os problemas do país. Para a premiê, o resultado da reunião é um impulso para que as partes em conflito busquem uma solução diplomática para a crise: "Não me deixo iludir, será um caminho difícil." Merkel destacou que o embargo de armas deve ser fortemente fiscalizado para que seja efetivo.
Discrepâncias e crítica
Protagonistas do conflito líbio: general Khalifa Hafter e presidente do GNA, Fayez al-SarrajPara que o acordo firmado tenha validade internacional, ele será levado ao Conselho de Segurança da ONU. O documento assinado por 16 Estados e organizações aposta no estabelecimento de uma trégua "duradoura e verificável", além de pedir que todos os atores envolvidos cumpram o embargo de armas e não contribuam para uma escalada do conflito na Líbia.
O texto defende que uma solução para a crise só pode passar por um processo político controlado e liderado pelos líbios. Além disso, a meta é manter a unidade territorial e a soberania nacional da Líbia. A conferência teve o mérito de reunir, pela primeira vez, todos os atores nacionais e internacionais envolvidos no conflito no país norte-africano, em especial por a Alemanha ser um mediador sem grandes interesses diretos no país.
Estiveram presentes os presidentes da França, Emmanuel Macron, Rússia, Vladimir Putin, Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e do Egito, Abdul Fatah al Sisi. Também viajaram a Berlim os primeiros-ministros do Reino Unido, Boris Johnson, e da Itália, Giuseppe Conte. Os Estados Unidos foram representados pelo secretário de Estado Mike Pompeo.
Após a cúpula, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou: "Todos os participantes se comprometeram a renunciar a interferências no conflito armado ou em questões internas da Líbia."
Na prática, contudo, o general Hafter conta com apoio militar de Rússia, Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos, assim como com o respaldo político da França e EUA; enquanto Al-Sarraj é política e financeiramente apoiado por União Europeia, ONU, Itália e Catar, além de receber ajuda militar da Turquia, em violação ao embargo de armas.
Por sua vez, o ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, criticou os dois protagonistas do conflito líbio: "A conferência foi muito útil [...], mas é claro que ainda não foi lançado um diálogo sério e estável" entre Hafter e o governo de Al-Sarraj, reconhecido pelas Nações Unidas, comentou.
Johnson confronta Putin
À margem da conferência internacional em Berlim, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, alertou o presidente russo, Vladimir Putin, que a posição do Reino Unido sobre o caso Skripal não se alterou, avisando-o para "não repetir tal ataque" em solo britânico.
O conservador inglês referia-se à tentativa de envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal, com o gás dos nervos Novichok, em 2018, na cidade de Salisbury. Segundo a Justiça britânica, os perpetradores seriam dois agentes do serviço de informação russo.
Johnson advertiu Putin que as ligações entre Moscou e Londres não voltariam ao normal até a Rússia abandonar tais práticas: "Não haverá normalização da nossa relação bilateral até a Rússia terminar suas atividades desestabilizadoras, que ameaçam o Reino Unido e nossos aliados, e comprometem a segurança dos nossos cidadãos e nossa segurança coletiva." Apesar disso, ambos os países teriam a responsabilidade de lidar com questões de segurança internacional como a Líbia, Síria, Iraque e Irã, salientou o premiê, citado pela agência France-Presse.
AV/ap,afp,efe,lusa rtr,dpa/cp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos