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terça-feira, 12 de maio de 2020

"Mais do que estar preparado para liderar à distância, é preciso apostar em uma abordagem mais humanizada no online. "

Mais do que estar preparado para liderar à distância, é preciso apostar em uma abordagem mais humanizada no online. É o que alerta Paulo Almeida, professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral (FDC) – escola de negócios que tem o Grupo Valure como associado em Mato Grosso. Se o avanço da epidemia do novo Coronavírus (Covid-19) já alterou diversas dinâmicas ao redor do mundo, no universo corporativo não é diferente: o home office trouxe novos desafios.
“O líder no online é uma figura que não está presente. Não há calor humano. Logo, isso exigirá muito autoconhecimento. Que ele pense em que imagem está projetando no online, se essa é sua melhor versão, se está conseguindo fazer com que todos participem em videoconferências e se está atendendo toda a diversidade – desde fuso horário até ritmos diferentes na casa dos participantes do seu time. Inclusive, saber quando encerrar a call mais cedo à noite, pois as crianças dos colaboradores precisam de atenção”.
Paulo explica que é preciso entender o contexto do online, que nada mais é do que uma mistura entre vida pessoal e profissional. “Alguns dos nossos liderados lidam bem com isso, outros não. Temos que identificar esse ponto. Aliás, com os espaços colaborativos, tipo coworking, já existia um movimento para conectar a vida pessoal e profissional. Eles promovem a ideia de que posso me sentir bem na organização, assim como em casa. Que posso ser eu mesmo em ambos os espaços”.
Por outro lado, o professor e pesquisador da FDC pondera que isso requer empatia por parte dos líderes. “Vale implementar um roteiro humanizado em sua liderança. Ter metas e planos claros, uma comunicação efetiva, relações positivas entre os membros, gerar confiança mútua, ser eficaz na tomada de decisões, além de valorizar e promover a diversidade. Há de se criar segurança psicológica por parte da liderança e liderar um clima de risco (como o atual) também em segurança”, comenta.
Segundo Paulo, praticar o mindfulness é essencial nesse momento. “Você não pode pensar que consegue liderar, manter-se equilibrado e transmitir esse equilíbrio para os outros se não exercitar esse equilíbrio. E há ferramentas tecnológicas que podem auxiliar nesse processo, como aplicativos. O mundo pós-Covid-19 implicará na sofisticação da liderança. Exigirá líderes mais resilientes, que criem um comportamento humanizado em times e exerçam uma liderança voltada para a humildade e gratidão”.
ZF PRESS/Caminho Político

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