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sexta-feira, 12 de junho de 2020

"Spike Lee: "Vejo esperança nos milhões de americanos que saem às ruas"

Diretor americano Spike LeeEm entrevista à DW, cineasta americano comenta seu novo filme sobre soldados afro-americanos no Vietnã, defende os protestos antirracismo após a morte de George Floyd e pressiona por reformas na abordagem da polícia.O cineasta americano Spike Lee conversou com a DW de seu apartamento no Brooklyn, via Zoom, sobre seu novo filme, Destacamento Bloods, que estreia na Netflix nesta sexta-feira (12/06). O filme conta a história de soldados afro-americanos que lutaram pelos Estados Unidos no Vietnã – uma trama que muitas vezes esquece os negros do país. "Nunca nos ensinaram que George Washington, o primeiro presidente dos EUA, possuía 123 escravos."O diretor prevê ainda que Donald Trump será "o pior presidente da história dos Estados Unidos", mas diz ter esperança "com os milhões de americanos que saem às ruas" atualmente – e se sentirá ainda "mais esperançoso no dia 4 de novembro, um dia após a eleição presidencial", afirma.
DW: Quero falar sobre seu novo filme, Destacamento Bloods; mas primeiro temos que conversar sobre George Floyd. Outro americano negro desarmado, morto durante ação policial.
Spike Lee: O que vimos no vídeo!
Qual foi sua primeira reação quando viu o vídeo da morte de George Floyd?
Tive a impressão de um déjà-vu: com Eric Garner [morto pela polícia em 17 de julho de 2014]. Eu fiz um filme sobre o tema: Faça a coisa certa (1989) foi baseado no assassinato na vida real do grafiteiro Michael Stewart [em 15 de setembro de 1983]. E então comecei a pensar em todas aquelas outras pessoas negras sendo mortas, não apenas por estrangulamento, em todos aqueles sendo baleados.
Isso continua acontecendo, há décadas, há séculos. O que, na sua opinião, tem que ser feito para impedir que isso aconteça de novo e de novo e de novo?
Estamos começando aqui nos EUA, onde americanos, não apenas americanos pretos e pardos, os brancos americanos, minhas irmãs e irmãos brancos, estão saindo às ruas e se juntando a nós, de braços dados, dizendo que isso precisa acabar.
E existe um apelo nacional por mudanças dentro desses departamentos policiais, em todo o país. Temos que fazer algo com eles, eles precisam de reformas. Mudanças precisam acontecer na maneira como o policiamento é realizado nos Estados Unidos da América.
Quanta culpa você coloca no homem lá em cima, o presidente Trump, o homem que você chama de Agente Laranja?
Por que você o chama assim em vez de mim [o homem lá em cima]? Só estou brincando, eu sei que você quer que eu fale sobre isso. O "Agente Laranja" vai ser o pior presidente da história dos Estados Unidos.
E é engraçado agora ver seus aliados, esses generais e políticos que estão lentamente começando a se afastar dele, porque eles podem ver os sinais dos tempos e não querem entrar para a história ligados a esse cara, ser descritos como aqueles no lado errado da história. Definitivamente do lado errado.
A história, é claro, é uma grande parte do seu novo filme, Destacamento Bloods. Por que você quis contar a história dos soldados afro-americanos no Vietnã?
Bem, houve filmes com soldados afro-americanos, filmes do Vietnã. E [em Destacamento Bloods] eu faço uma homenagem ao meu favorito, Apocalypse Now. Laurence Fishburne tinha 14 anos quando atuou nesse filme! Mas eu só queria contar as histórias deles.
Afro-americanos lutaram em todas as guerras travadas pelos EUA.
De fato, o primeiro americano a morrer [no Massacre de Boston em 1770] foi um homem negro chamado Crispus Attucks.
Algo que você mostra no seu filme. Mas os afro-americanos foram deixados de fora de quase todos os filmes de guerra de Hollywood. O que você acha que isso significou para a ideia americana de sua própria história?
Eles não estão escutando a história verdadeira. E muito disso começa com a educação, senhor. Quando eu, como muitas crianças, quando vamos à escola, aprendemos que George Washington nunca contou uma mentira. O primeiro presidente dos Estados Unidos, ele cortou a cerejeira [de seu pai] e admitiu isso [ao ser indagado pelo pai]. Nunca nos ensinaram que George Washington, o primeiro presidente dos EUA, possuía 123 escravos. Eles deixaram isso de fora! De propósito!
Faz 31 anos desde que você dirigiu Faça a coisa certa e estamos vendo a mesma coisa acontecendo novamente nas ruas. Onde você vê esperança para o futuro?
A esperança que vejo é com os milhões de americanos que saem às ruas, com eles dizendo que já chega: vejo esperança. E me sentirei mais esperançoso no dia 4 de novembro, um dia após a eleição presidencial.
Scott Roxborough (ca)Caminho Político

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