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sábado, 18 de julho de 2020

"O FUNDO DO POÇO: Guedes quer fim do salário mensal, FGTS, 13º e dos tíquetes refeição e alimentação"

Governo Bolsonaro quer trabalho com salário por hora, mais precário e sem direitos.Para quem pensa que o Governo Bolsonaro já fez de tudo para levar o Brasil ao fundo do poço e prejudicar a vida do povo brasileiro é bom ficar atento ao projeto que vem por aí. O Ministro da Economia Paulo Guedes que impor ao Brasil o modelo ultraliberal, em que o trabalhador não tem direitos como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, planos de saúde, tíquetes refeição e alimentação e salário mensal com descanso remunerado nos finais de semana.
A ideia é espelhada no atual modelo dos EUA mas com uma diferença crucial: no maior país capitalista do mundo a renda média do trabalhador chega a ser dez ou mais vezes a dos brasileiros.
Trabalho quase escravo
A ideia do Governo Bolsonaro é enviar ao Congresso Nacional um projeto para criar o regime de contratação por hora trabalhada com base no salário mínimo, informa o site 247.
A reforma trabalhista, criada no Governo Termer, já permite o trabalho intermitente (prestação de serviços não contínua em que o empregado tem períodos de dias ou meses de inatividade, sem salário e direitos, ficando o trabalhador a disposição do patrão).  
“Ninguém pode dizer que não sabia. Retirar direitos do trabalhador para beneficiar os empresários foi uma promessa de campanha de Bolsonaro. O governo quer trabalho quase escravo, sem direitos, em que para ganhar mais de um salário mínimo o empregado terá que se submeter às condições precárias e a uma jornada excedente para tentar sobreviver, o que vai levar a um alto índice de adoecimento e tornar o sonho da aposentadoria ainda mais distante da realidade. É preciso uma forte reação popular ou teremos o mais duro ataque aos direitos trabalhistas da história com o país retrocedendo ao período anterior ao da Era Vargas. O nível de perversidade da biurguesia brasileira é assustador”, afirma o vice-presidente do Sindicato dos bancários do Rio Paulo Matileti.
Carlos Vasconcellos/Caminho Político

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