TODOS JUNTOS CONTRA A COVID-19

TODOS JUNTOS CONTRA A COVID-19
Acompanhe os números de evolução da doença pelo painel do Ministério da Saúde

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Av. André Maggi nº 6, Centro Político Administrativo

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

MPF em Cuiabá

MPF em Cuiabá
Av. Miguel Sutil, nº 1.120, Esquina Rua J. Márcio (R. Nestelaus Devuisky) Bairro Jardim Primavera

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

"Eleição nos EUA está longe de terminar"

Joe Biden e Kamala Harris Seja lá o que as pesquisas de opinião dizem, o certo é que até o dia da votação muito pode acontecer. Quatro anos atrás, os democratas americanos já cantaram vitória cedo demais, opina Alexander Görlach. A poucos meses das eleições presidenciais nos Estados Unidos, cada vez mais se pergunta na rodinha de amigos: quem vai ganhar? Donald Trump permanecerá no cargo por mais quatro anos ou Joe Biden conseguirá derrotar o atual mandatário? As pesquisas atualmente mostram Biden na dianteira, mas são poucos os que consideram certa a vitória do democrata. No pleito de 2016, as pesquisas colocavam na liderança Hillary Clinton, que realmente obteve o maior número de votos, mas não a maioria no colégio eleitoral.
Essa eleição será vencida por quem conseguir levar sua base às urnas. A participação quatro anos atrás foi de apenas 60%. Portanto, quem conseguir mobilizar mais seu pessoal se torna dono da Casa Branca.
Há semanas a política de Donald Trump tem se voltado exclusivamente para seus apoiadores: ao classificar as máscaras de proteção como um golpe antiamericano dos democratas para aterrorizar os cidadãos amantes da liberdade; ao posar com uma Bíblia em frente a uma igreja danificada pelas manifestações antirracismo Black Lives Matter; ao alertar que com Joe Biden os EUA se tornarão cada vez mais chineses e que os americanos terão de aprender a viver sob o domínio de Pequim.
O desafiante Biden procurou eletrizar a base democrata ao eleger a senadora Kamala Harris como sua candidata à vice-presidência. A decisão por uma mulher cujos pais chegaram como imigrantes aos EUA visa apresentar uma figura com a qual a geração jovem se identifique e, ao mesmo tempo, acenar com uma potencial sucessora para o veterano de 77 anos.
Jovens democratas da geração Y vêm tentando há anos moldar o futuro de seu partido com essa política de identidade. Só que quatro anos atrás um número suficiente desses tão cortejados eleitores não compareceu às urnas para apoiar Hillary Clinton. E mesmo agora já aparecem problemas: para alguns, Kamala Harris não representa suficientemente as minorias. No entanto essa crítica é adequada para dividir o campo democrático o bastante para tirar a vitória da chapa Biden-Harris.
Desde a morte do afro-americano George Floyd por policiais brancos, em maio, ficou evidente que a questão das minorias ia dominar a campanha eleitoral. Os protestos que posteriormente eclodiram nos Estados Unidos e em muitas capitais do Hemisfério Oeste catapultaram o movimento Black Lives Matter para o centro das atenções.
Mesmo entre os eleitores republicanos, há agora uma maioria tênue que considera a violência policial contra os negros um problema sistêmico. Nas pesquisas, membros da classe média branca – muitos eleitores de Trump em 2016 – dizem que não gostam da maneira como o presidente lida com problemas como racismo e discriminação. No momento, porém, ninguém pode prever se esse sentimento contra Trump continuará até o dia das eleições.
Em particular, o curso da pandemia de covid-19, bem longe de terminar nos EUA, terá impacto significativo no comportamento eleitoral em 3 de novembro. Em contraste com a crise financeira de 2008, os americanos agora receberam ajuda de seu governo, coisa com que só podiam sonhar durante o governo Obama.
Caso outro pacote de ajuda evite que centenas de milhares percam suas casas e apartamentos por não poderem mais pagar o aluguel ou hipoteca devido à pandemia, isso pode dar a Trump o vento favorável necessário para tomar posse novamente como presidente dos Estados Unidos, em janeiro de 2021.
Alexander Görlach é membro sênior do Carnegie Council for Ethics in International Affairs e pesquisador associado do Instituto de Religião e Estudos Internacionais da Universidade de Cambridge.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos