TODOS JUNTOS CONTRA A COVID-19

TODOS JUNTOS CONTRA A COVID-19
Acompanhe os números de evolução da doença pelo painel do Ministério da Saúde

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Av. André Maggi nº 6, Centro Político Administrativo

MPF em Cuiabá

MPF em Cuiabá
Av. Miguel Sutil, nº 1.120, Esquina Rua J. Márcio (R. Nestelaus Devuisky) Bairro Jardim Primavera

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

sábado, 8 de agosto de 2020

"SINAL VERMELHO: Elaine Freire adere à campanha do CNJ e lembra que violência doméstica não escolhe classe social "

Advogada defende que é todos têm o dever de ajudar as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A advogada Elaine Freire, de Cuiabá (MT), aderiu à campanha “Sinal Vermelho para a Violência Doméstica”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Freire relata que a violência doméstica pode estar presente em qualquer lar e a ação busca incentivar as mulheres a pedir ajuda nas farmácias do país. A violência doméstica mata, agride ou lesa a mulher, e pode ser cometido por qualquer pessoa, inclusive outra mulher, com quem a vítima tenha uma relação familiar ou afetiva. Mulheres em situação de violência normalmente já enfrentam dificuldade para denunciar seus agressores, e o isolamento social, a convivência constante, piorou a realidade de muitos lares.
A campanha “Sinal Vermelho” funciona como um canal silencioso e exige dois gestos simples. A vítima faz um X vermelho na palma da mão, com caneta ou batom, e sinaliza para um atendente de farmácia. Com o nome e o endereço da mulher em mãos, o estabelecimento deve ligar, imediatamente, para o 190 e reportar a situação.
“Essas campanhas mostram para as vítimas que elas não estão sozinhas e que há formas de pedir ajuda. Mostram para o agressor que estamos de olho, que a sociedade e as autoridades públicas estão de olho. Campanhas como essa são uma forma de mudar o cenário”, comenta Freire.
A advogada comenta que durante a pandemia, período em que está ocorrendo isolamento social, as vítimas estão passando mais tempo com seus agressores, que se tornam mais vigilantes e podem até mesmo sequer deixar a vítima sozinha.
“Muitas casas estão virando um terreno fértil para o agressor. Com todos em casa, a violência ficou mais clara. O medo é constante. Nesse momento o medo fica maior pelas incertezas, pelas dúvidas... A violência doméstica está em qualquer lar, em qualquer lugar, em qualquer classe e independe de nível de escolaridade”.
A advogada defende que devam ser criadas mais políticas públicas para mudar o cenário da violência doméstica e aponta que qualquer tipo de campanha pode ser eficiente em determinados aspectos. Ela diz que qualquer estabelecimento e pessoa deve ser capaz de ajudar uma vítima.
“A partir do momento em que você percebe que aquela pessoa está sofrendo algum tipo de violência, é um dever fazer algo, buscar ajuda. Como mulher e como advogada, carrego um sentimento de tristeza, mas também de encorajamento. É uma vontade de se engajar mais, estar auxiliando e buscando ajudar essas vítimas. Nós não podemos nos calar”.
Violência Doméstica
Sancionada em 07 de agosto de 2006, há 14 anos, a Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340) visa coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Esta lei serve para todas que se identificam como sexo feminino, ou seja, heterossexuais, homossexuais e as transexuais.
“A Lei Maria da Penha é um marco divisor de águas. Foi a partir dela que começou a se falar e a debater o assunto, que até então era muito velado”, comenta Elaine Freire, observando que a referida lei define cinco formas de violência doméstica e familiar: Violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Denúncias
Denúncias podem ser realizadas através 190 para chamar a polícia, do disque 180, pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil e na página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
O atendimento também pode ser realizado através do Telegram. No aplicativo, basta digitar na busca “DireitosHumanosBrasil” e mandar uma mensagem para a equipe.
Sandra Carvalho/Caminho Político
Caminho Politico

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos